Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA

POLÍTICA

Prefeitura de Porto Alegre quer pagar 13º salário de servidores em 3 parcelas

Gabriela Lara, correspondente | Estadão Conteúdo
Por Gabriela Lara, correspondente | Estadão Conteúdo
| Atualizada em
Eleições 2026

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), anunciou nesta quarta-feira, 7, que o 13º salário dos servidores municipais relativo a 2016 será pago em três parcelas - em maio, junho e julho de 2017. A medida decorre das dificuldades financeiras que atingem governos estaduais e prefeituras. De acordo com o prefeito, não há dinheiro disponível em caixa para arcar com o 13º e com a folha normal de dezembro.

O calendário de parcelamento prevê que o 13º pago em atraso tenha uma correção de 1,69%. A proposta, apresentada em forma de projeto de lei, precisa passar pela Câmara de Vereadores para ser implementada. O objetivo é que o texto tramite com urgência para ser votado antes de 20 de dezembro.

Tudo sobre Política em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Aqueles servidores que não quiserem esperar pelo parcelamento poderão recorrer a um financiamento na Caixa Econômica Federal. Neste caso, os juros ficarão a cargo da prefeitura. A fórmula é semelhante à que foi adotada pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul no final de 2015. Mas, no caso do RS, o banco usado para disponibilizar financiamento para os servidores foi o Banrisul. Este ano, o governador José Ivo Sartori (PMDB) ainda não informou como será feito o pagamento do 13º salário.

"Buscamos uma medida que contempla o servidor", disse Fortunati nesta quarta-feira. De acordo com a prefeitura de Porto Alegre, a despesa mensal com a folha de pagamento fica em torno de R$ 145 milhões. São 35 mil matrículas entre servidores ativos, inativos e pensionistas. Com o plano de parcelamento divulgado nesta quarta-feira, fica assegurado o pagamento em dia dos salários de dezembro, com recursos próprios da arrecadação do município.

Fortunati atribui a impossibilidade de pagar o 13º em dia à crise econômica que culminou na queda da arrecadação e na diminuição dos repasses federais. Segundo ele, cálculos apontam que a prefeitura de Porto Alegre deixou de receber aproximadamente R$ 160 milhões neste ano. "Houve uma diminuição do orçamento da prefeitura, que precisa continuar prestando serviços e pagando os servidores", explicou.

O prefeito da capital gaúcha já havia sinalizado na semana passada que não teria recursos suficientes para o 13º dos servidores municipais. O plano inicial era pagar a gratificação de Natal com a receita da antecipação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Como de costume, quem preferisse quitar o IPTU com antecedência teria um desconto no valor da cobrança. A prefeitura estimava uma arrecadação de R$ 170 milhões com esta ação.

No entanto, Fortunati cancelou a campanha de antecipação do IPTU 2017, no final de novembro, atendendo a um pedido do prefeito eleito Nelson Marchezan Júnior (PSDB). "Mesmo entendendo a boa intenção do prefeito, a antecipação da cobrança do IPTU seria usar recursos da gestão de 2017 ainda na gestão de 2016, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Já a aplicação de desconto no imposto é, na prática, a renúncia de uma receita em um momento em que o poder público não tem como pagar suas despesas e honrar compromissos", explicou Marchezan em nota à imprensa, na época.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas