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POLÊMICA DOS MANDATOS COLETIVOS

Presidência da CMS rebate acusações de racismo e crítica ALBA

Vereador Ricardo Almeida (PSC) leu carta de posicionamento da Casa após polêmica da última semana

Fernando Valverde e João Guerra

Por Fernando Valverde e João Guerra

10/04/2023 - 16:36 h | Atualizada em 10/04/2023 - 19:16
Imagem ilustrativa da imagem Presidência da CMS rebate acusações de racismo e crítica ALBA
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Presidindo a sessão na Câmara Municipal de Salvador nesta segunda-feira, 10, o vereador Ricardo Almeida (PSC) leu uma carta, que teria a anuência do presidente Carlos Muniz (PTB) e da Mesa Diretora, sobre a polêmica envolvendo o mandato coletivo Pretas por Salvador, que movimentou a Casa na última semana e esquentou os ânimos no início da sessão de hoje.

Após a vereadora Laina Crisóstomo (PSOL), titular do mandato coletivo, levar uma cadeira de praia como forma de protesto pelo ocorrido na última semana, envolvendo a co-vereadora Cleide Coutinho, Almeida leu o texto no qual rebate as acusações de racismo feitas pelo grupo e questiona a posição do mandato coletivo dentro do plenário da Câmara.

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"Não houve em nenhum momento a retirada da assessora do plenário. Essa questão dos mandatos coletivos teria que ser enfrentada em algum momento e não nos furtaremos de enfrentá-la, mas enfrentaremos sabendo separar o joio do trigo. Não vamos expandir o tema para questões sociais como machismo, racismo, sexismo, misoginia e etc. O debate aqui se restringe aos seguintes questionamentos: Existe lisura jurídica para o mandato coletivo no país? É possível admitir nos parlamentos esses mandatos para ocupar as vagas no plenários? Iremos discutir somente nesses aspectos", indagou.

O presidente da Sessão levantou o tom em críticas direcionadas à Assembleia Legislativa (ALBA) após diversas deputadas manifestarem apoio, receberem a vereadora Laina Crisóstomo durante reunião da Comissão dos Direitos da Mulher realizada no último dia 5, o que foi visto como uma quebra de protocolo, e sugestionarem a votação de uma moção de repúdio contra o ocorrido.

"Convido a vereadora Laina, sua assessoria e todos os vereadores dessa Casa para irmos a Alba, entrarmos no plenário, e votarmos os projetos discutidos. Já que acharam um absurdo, é porque lá não tem impedimento. Faremos uma sessão conjunta estadual e municipal, já que lá pode tudo. Não vamos admitir que poderes de outros âmbitos venham nos dizer o que devemos fazer. Aceitamos sugestões, mas não determinações e inferências de quem quer que seja", criticou.

Após a leitura da carta, a sessão foi finalizada por falta de quórum após o presidente da Casa, Carlos Muniz, e toda a bancada de oposição deixar o espaço.

Entrevistada pelo Portal A TARDE, a vereadora Laina Crisóstomo criticou o conteúdo da carta e afirmou que a sua presença na Comissão não quebrou nenhum protocolo, pois se tratou de uma reunião aberta, e que a manifestação de apoio das deputadas da ALBA se deu por conta da coletividade no combate à violência política e de gênero.

"Fomos numa reunião aberta e construímos o coletivo de mulheres de partidos de esquerda, e temos participado dessas reuniões, e relatamos o ocorrido, que não foi segredo pra ninguém. Fomos lá pedir ajuda pois nós mulheres, que estamos na política, sabemos que não entramos na política só. Entramos na coletividade e sofremos opressão e violência, independente do partido que façamos parte. Não concordamos com a carta e com essa fala de ingerência. É um pedido de apoio e nós não construímos a luta só. É na coletividade e iremos aonde quer que seja para combater a violência política e de gênero, que é crime no Brasil".

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