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Quem é o ex-ministro baiano de Bolsonaro que recebeu R$ 11 mi do Master

Ronaldo Vieira Bento atuou em empresas ligadas ao conglomerado do banco Master

Anderson Ramos
Por
Ex-ministro da Cidadania, Ronaldo Bento.
Ex-ministro da Cidadania, Ronaldo Bento. - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ronaldo Vieira Bento foi um dos nomes mais falados do noticiário desta terça-feira, 16, após uma reportagem do The Intercept Brasil mostrar que ele recebeu R$ 11 milhões do Banco Master e de empresas ligadas ao grupo ao longo de dois anos.

De acordo com o site, a informação aparece na declaração de Imposto de Renda do banco enviada pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado, diz o site.

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Natural de Salvador (BA), ele é advogado, ex-agente da Polícia Federal, e comandou o Ministério da Cidadania entre março e dezembro de 2022 durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).

No período, ele participou da regulamentação do empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício.

Depois de sair do governo, Bento passou a atuar na iniciativa privada em empresas ligadas ao conglomerado do banco Master. Segundo o Intercept, ele foi diretor-presidente do Banco Pleno e administrador da Mettacard Administradora de Cartões, que oferecia cartão de benefícios consignado para servidores públicos, aposentados e pensionistas. O Pleno foi liquidado pelo Banco Master em fevereiro deste ano.

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O que diz a defesa

A assessoria do ex-ministro disse que não há nenhuma irregularidade nos pagamentos e afirmou que os valores se referem à remuneração pelo trabalho prestado ao banco.

“Os pagamentos mencionados pela reportagem se referem à remuneração do trabalho de Ronaldo Vieira na assessoria da instituição financeira. A remuneração, devidamente declarada ao fisco, é compatível com os valores do mercado. Não há qualquer irregularidade nas operações citadas”, disse a assessoria em nota ao Uol.

Requerimentos para investigar Bento em comissões do Congresso não avançaram. A reportagem afirma que pedidos na CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na CPI do Crime Organizado acabaram sem que o ex-ministro fosse ouvido.

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Tags

Banco MAster CPI do crime organizado Ministério da Cidadania

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