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Rui Costa (PT) é ex-governador e pré-candidato a senador

POLÍTICA

Rui Costa pode repetir feito de ex-governadores baianos nas urnas

Petista é pré-candidato a senador em outubro deste ano

Rui Costa (PT) é ex-governador e pré-candidato a senador - Foto Shirley Stolze | AG. A TARDE

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Cássio Moreira
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Pré-candidato ao Senado, o ex-governador Rui Costa (PT) pode repetir, caso eleito, o caminho de seis dos seus antecessores no Palácio de Ondina no período pós-redemocratização, que tem início na década de 1980, a partir da reabertura política.

O caminho foi seguido por quase todos os ex-governadores baianos desde então. Um outro grupo, no entanto, não obteve o mesmo sucesso nas urnas na sequência, acumulando derrotas.

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O portal A TARDE fez um levantamento a partir de 1982, ano da primeira eleição estadual da reabertura política. Ex-governador da Bahia, Luiz Viana Filho (PDS) foi reeleito no mesmo ano, mas não consta na lista, uma vez que sua passagem pelo Palácio de Ondina ocorreu por nomeação na ditadura militar.

Antônio Carlos Magalhães

Governador da Bahia por três vezes, ACM (PFL), como era conhecido o político, chegou ao cargo pelas urnas em 1990, quando venceu o também ex-governador Roberto Santos (PMDB).

Em 1994, Antônio Carlos Magalhães renunciou ao mandato para concorrer ao Senado, sendo eleito com 32,74% (1.926.557 votos). ACM ainda seria reeleito em 2002, um ano após sua renúncia, permanecendo no cargo até a sua morte, em 2007.

Paulo Souto

Governador pela primeira vez entre 1995 e 1998, Paulo Souto (PFL) se elegeu senador em 1998, com 73,24% (2.581.903 votos). O mandato de oito, entretanto, ficou pela metade.

Em 2002, com as mudanças no cenário político local, ocasionadas pelas alterações na linha sucessória com a morte de Luís Eduardo Magalhães (PFL), em 1998, Paulo Souto disputou novamente o governo, sendo eleito ainda no primeiro turno para um novo mandato.

Paulo Souto, senador entre 1999 e 2002
Paulo Souto, senador entre 1999 e 2002 | Foto: Carlos Santana | AG. A TARDE

Paulo Souto, porém, não conseguiu se reeleger como governador em 2006, quando foi derrotado para Jaques Wagner (PT).

César Borges

Governador da Bahia por dois mandatos (1998-98/1999-02), César Borges (PFL) também percorreu o mesmo caminho ao ser eleito senador em 2002, junto com Antônio Carlos Magalhães.

César ficou no cargo até 2010, ano em que tentou a reeleição, mas sem sucesso, sendo derrotado por Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT). Depois da derrota, o ex-governador e ex-senador deixou a vida política.

Otto Alencar

Senador no segundo mandato, Otto Alencar (PSD) fez uma trajetória parecida com seus antecessores no Palácio de Ondina. O parlamentar, entretanto, chegou ao governo em 2002, ocupando a cadeira deixada por César Borges, que renunciou para concorrer ao Senado.

Otto deixou a política logo depois da conclusão do mandato, sendo indicado para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). No início dos anos 2010, o conselheiro deixou o cargo para voltar ao mundo político, sendo vice-governador de Jaques Wagner (PT) entre 2011 e 2014.

Governador Otto Alencar ao lado de Antônio Carlos Magalhães
Governador Otto Alencar ao lado de Antônio Carlos Magalhães | Foto: Carlos Casaes | AG. A TARDE

O então vice e ex-governador foi candidato ao Senado no mesmo ano, sendo eleito em uma disputa acirrada contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). Otto também foi reeleito em 2022 para mais oito anos.

João Durval

Primeiro governador eleito no período da redemocratização, em 1982, João Durval (PDS) também foi quem levou o maior tempo para chegar do executivo ao Senado.

Após tentar o Senado em 2002, sem sucesso, João Durval foi eleito em 2006, na chapa encabeçada pelo bispo Átila Brandão (PSC), tendo o apoio informal do governador vitorioso no pleito, Jaques Wagner (PT).

João Durval ao lado da oposição, em 1994
João Durval ao lado da oposição, em 1994 | Foto: Arquivo A TARDE

João Durval ficou no Senado até 2014, quando encerrou seu mandato, sem tentar a renovação por um novo ciclo.

Jaques Wagner

Governador entre 2007 e 2014, Jaques Wagner (PT) foi eleito senador apenas em 2018, quando anos após deixar o Palácio de Ondina. O petista conseguiu a maior votação até os dias atuais para a Casa na Bahia.

Ao todo, o petista obteve 4.253.331 votos (35,71%). A segunda cadeira ficou com Angelo Coronel (PSD).

Jaques Wagner (PT) na campanha para o Senado, em 2018
Jaques Wagner (PT) na campanha para o Senado, em 2018 | Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A Tarde

Tentativas frustradas

Na contramão dos ex-governadores que foram eleitos para o Senado, um outro bloco perdeu nas urnas quando tentou chegar ao mais alto posto do legislativo. A fila é puxada por Waldir Pires (m.2018).

Governador entre 1986 e 1989, Waldir Pires foi eleito para o Palácio de Ondina com votação recorde até então, sendo votado por 2.675.108 baianos. Sua renúncia para ser vice de Ulysses Guimarães (PMDB) na eleição presidencial 1989, no entanto, lhe trouxe prejuízos políticos.

Waldir tentou o Senado a primeira vez em 1994, ficando na terceira colocação em uma eleição com duas vagas para a Casa. Sua segunda tentativa foi em 2002, quando novamente ficou em terceiro na disputa por duas cadeiras.

A primeira candidatura a senador foi derrotada por Antônio Carlos Magalhães (PFL) e Waldeck Ornelas (PFL). Já sua segunda tentativa parou novamente em ACM, que teve como companheiro vencedor o ex-governador César Borges (PFL).

Governador tampão eleito pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), em 1994, Antônio Imbassahy (PFL) tentou o Senado em 2006, pelo PSDB, mas passou longe de ser eleito, ficando na terceira colocação.

Governadores eleitos para o Senado

  • Antônio Carlos Magalhães (1994);
  • Paulo Souto (1998);
  • César Borges (2002);
  • João Durval (2006);
  • Otto Alencar (2014);
  • Jaques Wagner (2018).

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