POLÍTICA
Trump quer comprar a Groenlândia e avalia uso de força militar
Casa Branca vê ilha como estratégica para conter rivais e acessar minerais raros

Por Isabela Cardoso

O presidente Donald Trump oficializou que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional para os Estados Unidos. A Casa Branca confirmou nesta terça-feira, 6, que discute caminhos diplomáticos e econômicos para a anexação,
No entanto, o o republicano não descarta o uso das Forças Armadas para garantir o controle da ilha.
A movimentação ganhou força após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete Stephen Miller, publicar uma imagem da ilha sob a bandeira norte-americana no último sábado, 3. O gesto sinaliza que a pauta, polêmica desde o primeiro mandato de Trump, voltou ao topo da agenda geopolítica de Washington.
Por que a Groenlândia é vital para os EUA?
O interesse de Washington não é meramente territorial, mas sim uma resposta estratégica à nova disputa no Ártico. Existem três pilares fundamentais que sustentam a obsessão de Trump pela ilha:
- Defesa antimísseis: Os EUA já operam na região uma base militar fundamental para o monitoramento de ameaças no Hemisfério Norte.
- Corrida tecnológica (Terras Raras): A ilha possui reservas de minerais essenciais para chips e baterias — um mercado hoje dominado pela China.
- Novas rotas comerciais: Com o degelo polar, o Ártico surge como um novo corredor marítimo estratégico entre o Atlântico e o Polo Norte.
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Barreiras legais e soberania
Apesar da retórica agressiva, a anexação enfrenta barreiras colossais. A Groenlândia é um território autônomo sob soberania da Dinamarca. Qualquer intervenção armada violaria os princípios da Otan, aliança da qual ambos os países são membros fundadores.
Embora Trump afirme haver "boas chances" de um acordo pacífico, Copenhague mantém a defesa e a política externa da ilha sob sua responsabilidade, tornando a negociação um dos maiores desafios diplomáticos do século.
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