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Vereador de Olindina é condenado à prisão por falsidade ideológica

Lucas de Tenor (Avante) teria participado de esquema utilizando contas de energia falsas

Yuri Abreu
Por
Vereador de Olindina, Lucas de Tenor
Vereador de Olindina, Lucas de Tenor - Foto: Reprodução/Instagram @lucas_de_tenor

O vereador de Olindina — nordeste da Bahia —, Lucas de Tenor (Avante) foi condenado a quase dois anos de prisão pela Justiça Eleitoral pelo crime de falsidade ideológica para fins eleitorais.

O parlamentar foi acusado de chefiar um esquema de fraude nas proximidades do Cartório Eleitoral do município, visando aumentar, de maneira artificial, o colégio eleitoral dele durante a pré-campanha de 2024.

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No pleito daquele ano, ele recebeu 744 votos, sendo o sétimo mais votado entre os 11 eleitos à Câmara Municipal.

De acordo com a sentença da juíza eleitoral da 81ª Zona, Isabella Pires de Almeida, no dia 8 de maio de 2024, Lucas Pereira — então pré-candidato — forneceu contas de energia elétrica falsas da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) para que eleitores pudessem realizar a transferência do seu domicílio eleitoral para Olindina.

Como foi descoberta a fraude

A fraude foi descoberta após a própria concessionária atestar que os documentos eram "falsificações grosseiras", utilizando códigos de cliente que sequer existiam nos registros do sistema.

Pessoas ouvidas no curso da investigação confirmaram que Lucas era o único fornecedor das faturas e que ele atuava pessoalmente nas imediações do cartório "organizando filas" e conduzindo os eleitores, prática caracterizada como captação ilícita.

Substituição de pena

Na decisão, a juíza fixou a pena de Lucas em 1 ano, 10 meses e 15 dias de reclusão. No entanto, a Justiça Eleitoral alterou a medida contra o vereador por se tratar de crime sem violência e com pena inferior a quatro anos. Ele terá de cumprir duas penas restritivas de direitos:

  • Prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período da condenação;
  • Pagamento de prestação pecuniária no valor de 3 salários-mínimos, a ser destinada a entidades sociais.

Mandato de Lucas foi mantido

Na ação, ingressada pelo Ministério Público, o órgão pediu a cassação do mandato de Lucas de Tenor. No entanto, a Justiça Eleitoral entendeu que ele, mesmo conseguido a eleição após a prática dos crimes, ainda era pré-candidato na época em que os fatos ocorreram.

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fraude Justiça Eleitoral Lucas de Tenor olindina

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