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HOMOFOBIA

Vereador pode ficar inelegível por chamar colega de "baitola"; assista

Representação pela inegibilidade do vereador foi encaminhada ao Ministério Público Federal

Gustavo Nascimento
Por
Rafael Ranalli (PL-MT), vereador de Cuiabá
Rafael Ranalli (PL-MT), vereador de Cuiabá - Foto: Secom

O vereador de Cuiabá Rafael Ranalli (PL-MT) pode ficar inelegível por conta de uma fala homofóbica contra o também vereador Daniel Monteiro (Republicanos). Isso porque o deputado estadual Guilherme Cortez (PSol-SP) encaminhou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) na qual pede a inelegibilidade de Ranalli.

Durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá, na última terça-feira, 19, o parlamentar chamou o colega de “baitola”.

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A fala ocorreu após a leitura de uma proposta da presidente da Casa, Paula Calil (PL). Em seguida, Daniel Monteiro grita: “Valeu Jean Wyllys da Câmara”. No que é respondido por Ranalli. “Valeu, petista, cê não vai embora hoje? Cês não votaram pra ele ir embora? Vai embora, baitola!”, disse o parlamentar. Veja o vídeo da situação:

Segundo a assessoria de Guilherme Cortez, a denúncia foi feita de forma pública pela população de Cuiabá, inclusive por portais de notícias da cidade. O deputado estadual de São Paulo compartilhou a decisão em suas redes sociais:

“Estou pedindo ao TSE a inelegibilidade do vereador Rafael Ranalli, do PL de Cuiabá, que chamou um colega de ‘baitola’ durante uma sessão da Câmara. Quando os representantes públicos agem dessa maneira, passam um recado para toda a sociedade. Homofobia é crime e a política não pode ser espaço livre para ela!”.

Retratação

Em nota enviada ao jornal Metrópoles, Rafael Ranalli afirmou que a fala ocorreu em um contexto informal de bastidores e de brincadeira entre parlamentares que mantêm uma relação cordial e respeitosa dentro da Câmara de Cuiabá.

“O vereador reafirma seu respeito ao colega Daniel Monteiro (Republicanos), bem como a todas as pessoas, e lamenta interpretações que desconsiderem o contexto completo em que a fala ocorreu”, diz o texto.

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Ele também declarou que a tentativa do deputado estadual Guilherme Cortez (Psol), de São Paulo, de levar o episódio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possui caráter meramente político e midiático.

“Brincadeira”

Enquanto isso, o vereador Daniel Monteiro, alvo do comentário, minimizou o episódio e frisou que mantém ótima relação com Rafael Ranalli, de forma que as divergências entre eles são apenas de natureza política. O político ainda classificou a fala como uma “brincadeira infeliz”.

Infelizmente, a gente tem uma cultura, eu falo na primeira pessoa do plural a gente, porque toda a sociedade tem isso, de fazer brincadeiras, né, com termos jocosos e não passa disso, de uma brincadeira que não foi feliz de ter usado essa palavra, de ter usado essa palavreada até porque. Pode fazer com que pessoas se sintam ofendidas, mas nele não teve intenção nenhuma de fazer isso. Foi apenas um vício de linguagem, um vício cultural da gente brincar com os amigos, com esse tipo de expressão.

Daniel Monteiro (Republicanos) - Vereador de Cuiabá
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homofobia inelegível Política

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