POLÍTICA
Wagner minimiza reação da bolsa após vitória de Lula e relembra eleição de 2002
Senador afirmou que a reação da bolsa deve se normalizar e rejeitou proposta de ajuste fiscal



O senador Jaques Wagner (PT-BA) questionou a reação do mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a movimentação lembra o cenário registrado em 2002, quando o petista conquistou seu primeiro mandato presidencial.
Em entrevista nesta segunda-feira, 26, Wagner avaliou que a oscilação da bolsa brasileira não representa uma mudança efetiva nos fundamentos da economia. Para ele, a reação deve perder força nos próximos dias.
“Eu não sei se isso é pânico ou oportunismo. Em 2002, não foi diferente. Assim que foi anunciada a vitória do Lula, disparou tudo que está disparando agora. Depois, ele se mostrou o presidente — se não o mais responsável — um dos mais responsáveis do ponto de vista fiscal na história do país”, disse. “Eu acredito que esse pânico, daqui a dois ou três dias, volta ao normal. Não acho que isso seja real”, completou, prevendo o decorrer da semana.

Wagner rejeita ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro
O senador também descartou a possibilidade de o governo recorrer a cortes de gastos para responder à reação do mercado financeiro. Na mesma entrevista, ele comentou a proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que previa um ajuste fiscal superior a R$ 200 bilhões.
Ao abordar a medida, Wagner afirmou não saber quais despesas seriam cortadas e disse que a proposta aparentemente recebeu uma avaliação positiva do mercado. Em contrapartida, defendeu a condução fiscal de Lula e negou que o presidente tenha um perfil gastador.
“Eu não sei exatamente de onde ele ia cortar, mas tudo indica que o mercado financeiro estava olhando com bons olhos. Lula não é um cara gastador, é um cara responsável socialmente e fiscalmente”, concluiu.