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Zema propõe que formados em universidades públicas sejam taxados em 1% do salário

Pré-candidato à Presidência também defendeu reforma no modelo educacional brasileiro; confira

Gustavo Nascimento
Por
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência - Foto: Gil Leonardi | Imprensa MG

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) anunciou uma proposta para que profissionais formados em universidades federais tenham uma cobrança de 1% sobre o salário. A declaração foi feita durante entrevista concedida ao Grupo ND nesta semana.

Sou favorável que aquele que forme, faça o curso superior numa universidade pública, tenha, depois de formado, [que] contribuir com 1% do salário.

Romeu Zema - Pré-candidato à Presidência

De acordo com o presidenciável, a taxa para os formados em universidades públicas surge como alternativa para financiar o ensino superior sem a cobrança de mensalidades diretas. Com a mudança, as instituições diminuiriam a dependência de repasses do governo federal e permitiriam o redirecionamento de mais recursos para a educação básica.

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A proposta da pré-campanha de Zema agrada a setores que defendem a diminuição dos gastos da máquina pública. No entanto, entidades trabalhistas como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central sindical do Brasil e da América Latina, acusaram o político mineiro de tentar minar os repasses estatais.

Ensino superior é privilegiado?

Durante a entrevista, Romeu Zema afirmou que o modelo de financiamento atual da educação pública no Brasil concentra um excesso de recursos no ensino superior em detrimento do ensino básico, que atende as parcelas mais vulneráveis.

Ainda na avaliação de Zema, as vagas gratuitas nas faculdades federais e estaduais acabam sendo ocupadas majoritariamente por estudantes de classes média e alta.

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A proposta do pré-candidato à Presidência é que, após concluir sua graduação no ensino superior, o egresso devolva 1% de sua renda aos cofres da instituição. Com a arrecadação mensal e constante baseada na renda dos ex-alunos, cada universidade pública poderia formar um fundo de reserva robusto.

Zema também sustenta que a medida traria benefícios secundários fundamentais para a qualidade do ensino, como uma maior conexão acadêmica com a realidade econômica do país. Segundo o governador, o limite percentual estabelecido para a cobrança faria com que a instituição ficasse “mais atenta a fornecer cursos que estão mais sintonizados com o mercado”.

Declarações polêmicas

A declaração faz parte de uma série de falas do político que geraram forte repercussão, como a flexibilização do trabalho juvenil ou pedidos de prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Trabalho infantil

Em participação no podcast Inteligência Ltda, no dia 1º de maio, Zema defendeu flexibilizar as regras contra o trabalho na infância e na adolescência, comparando o Brasil aos Estados Unidos, onde jovens entregam jornais por centavos. Para o ex-governador de Minas, a “esquerda” criou o mito de que o trabalho prejudica os jovens.

A declaração teve uma repercussão extremamente negativa, de forma que ele foi alvo de críticas de ONGs e especialistas em direitos humanos, o que fez ele recuar e se defender nas redes sociais, afirmando que sua intenção era defender a ampliação do programa Jovem Aprendiz a partir dos 14 anos para blindar os adolescentes contra a criminalidade.

Ataque ao STF

Pouco antes, em abril deste ano, o ex-governador de Minas disparou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, deveriam ser presos, e não apenas sofrer impeachment, sob a acusação de conivência com a corrupção.

O embate virou caso de Justiça quando o ministro Gilmar Mendes pediu uma investigação contra o político por calúnia, motivado por vídeos de sátira publicados nas redes sociais sobre fraudes no Ministério da Educação (MEC).

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Educação ensino superior Romeu Zema

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