CENTRO NORTE BAIANO
Conselhos de Biologia debatem riscos de turbinas eólicas às araras azuis em Canudos


Os riscos apresentados por hélices de turbinas eólicas, que integram o processo de convergir o ar em energia elétrica nos parques eolicos, é tema de uma live realizada pelos Conselhos Regionais de Biologia da 5ª Região (CRBio-05) e da 8ª Região - (CRBio-08) do Nordeste nesta quinta-feira, 26, às 19h30, através dos canais no Youtube das entidades.
A arara-azul-de-lear é uma espécie exclusivamente encontrada na Caatinga, precisamente na região do Raso da Catarina, no Nordeste da Bahia, nos municípios de Canudos, Jeremoabo, Euclides da Cunha, Paulo Afonso e Santa Brígida.
Segundo Conselho, a espécie sofre risco de diminuição ou extinsão com a instalação do Parque Eólico Canudos, que tem mais de 80 turbinas no local de habitat da ave. A espécie tem hábito de realizar voos de mais de 50km e retornar ao local de dormitório em bando.
A espécie é classificada pelo Ministério do Meio Ambiente como ameaçada de extinção, na categoria “Em perigo” e, além do perigo do tráfico internacional de fauna silvestre, pode sofrer ainda mais com a instalação de um parque eólico no município de Canudos.
Participarão do evento virtual representantes da Fundação Biodiversitas, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves (ICMBio/CEMAVE), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA), do Ministério Público Estadual da Bahia e da Voltalia Energia do Brasil LTDA, empresa responsável pelo Complexo Eólico.
“Vamos colocar em discussão as implicações decorrentes da implantação do Complexo Eólico de Canudos em área de ocorrência da arara-azul-de-lear. Os números comprovam visivelmente o processo de recuperação dessa espécie de ave brasileira ameaçada de extinção, sendo um exemplo para o país”, destaca a Vice-Presidente do CRBio-05, Bióloga Gardene Maria de Sousa.