SALVADOR
Barro Duro e Praia do Flamengo marcam menores temperaturas de Salvador
Os dias mais frios do ano foram 21 e 22 de junho


O bairro Barro Duro (18,0°C) e a Praia do Flamengo (18,2°C), em Stella Maris, foram as regiões que registraram as menores temperaturas de Salvador no mês de junho, segundo dados da Defesa Civil (Codesal), divulgados nesta quinta-feira, 9. A situação decorreu devido à intensificação da umidade vinda do Atlântico após a passagem de uma frente fria nos dias 21 e 22.
Mas não foram apenas esses locais que sofreram com os efeitos do mau tempo. Em toda a capital baiana, além de contabilizar as menores temperaturas do ano, o mês de junho também ficou marcado por maiores rajadas de vento:
- Em Valéria - Embasa, os ventos atingiram 66,6 km/h no dia 4;
- Em Barra - Vila Naval, 61,9 km/h no dia 5.
Março registrou maior volume de chuvas
Todo o balanço compõe a Operação Chuva, realizada entre março e junho, que segundo órgão foi encerrada dentro da normalidade, em relação aos índices pluviométricos, apesar de alguns meses terem ultrapassado a média histórica.
Entre março e junho, a capital baiana acumulou 984,0 mm de chuva, volume 1,2% superior à normal climatológica, que é de 972,0 mm, conforme dados da estação de referência do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), localizada em Ondina.
O grande destaque do período foi março, que registrou 234,8 mm, o maior acumulado para o mês nos últimos quatro anos e 59,4% acima da média esperada, de 147,3 mm. Em algumas localidades, como a estação Liberdade - Vila Sabiá, o volume chegou a 318,6 mm, superando em 116,2% a normal climatológica mensal.
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Os episódios de chuva intensa foram impulsionados pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), vórtices ciclônicos - sistemas meteorológicos de baixa pressão que se formam e atuam nas camadas mais elevadas da atmosfera -, e ventos úmidos vindos do oceano.
Em abril, o acumulado de 310,2 mm também ficou acima da média (284,9 mm), com alta de 8,8%. As maiores precipitações foram registradas na Calçada (353,6 mm), Caixa D’Água (353,2 mm) e Barra – Vila Naval (351,4 mm), impulsionadas por um corredor de umidade e cavado atmosférico próximo à costa.
Já maio e junho apresentaram volumes abaixo do esperado. Em maio, foram registrados 209,4 mm, equivalentes a 69,3% da normal climatológica - média histórica dos últimos 30 anos - de 302,2 mm.
A estação de Ondina mediu 229,6 mm, ligeiramente abaixo dos 237,6 mm previstos. Já Palestina e Barra - Vila Naval superaram a média.
Apesar dos volumes expressivos terem surgido em alguns momentos, não houve necessidade de evacuação preventiva nem ativação do Sistema de Alerta e Alarme em nenhum período.
Riscos de desabamentos lideram ocorrências
As demandas predominantes envolveram riscos de desabamento (2.346) e ameaças de deslizamento (922). Foram registradas ainda 430 vistorias técnicas de imóveis alagados e 289 deslizamentos de terra.
O número 199 foi o principal canal de comunicação com a população.
Operação Chuva
Entre março e junho, o órgão realizou mais de 4,9 mil vistorias e registrou aumento de 30% no atendimento às famílias soteropolitanas em relação a 2025
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) encerrou a Operação Chuva 2026 em 30 de junho com um saldo positivo, o que evidencia a força do trabalho preventivo e a capacidade de resposta ágil do órgão junto ao município. No quadrimestre, foram realizadas 4.933 vistorias técnicas na capital baiana.
Durante o período de março a junho, a Codesal também liberou 86.900 m² de lona plástica para proteção de encostas e áreas de risco, atendendo a 625 locais. Entre os bairros com os maiores registros de colocação de lonas estiveram Sete de Abril, São Marcos e Castelo Branco.


