RACISMO X DENÚNCIA
Cliente relata ter sido vítima de racismo em supermercado de Salvador
Caso aconteceu em uma unidade do Atakarejo

Por Andrêzza Moura

Uma simples ida ao supermercado acabou se transformando em um episódio de constrangimento para o trabalhador Talisson Ferreira, de 27 anos, na última quinta-feira, 15. Ele recorreu às redes sociais para denunciar ter sido vítima de racismo dentro de uma unidade do Atakarejo, em Salvador, após ser acusado de roubo por dois seguranças do estabelecimento e por uma cliente.
Parte do diálogo entre ele e os acusadores foi registra em vídeos. Talisson não informou em qual unidade da capital baiana o caso aconteceu. Nas imagens divulgadas, ele aparece sendo confrontado enquanto segura seu carrinho de compras e tenta se defender da acusação. Em um dos trechos mais marcantes do vídeo, ele afirma:
“Eu não falei que peguei mesmo, eu estou com o meu carinho na mão, eu posso ter encostado no carrinho [da susposta vítima]. Pode chamar a viatura, aqui está a minha compra, ele [segurança] está dizendo que eu peguei a bolsa dela”.
Além dos seguranças, uma mulher aparece nos registros afirmando ter sido roubada. Talisson, no entanto, sustenta que foi injustamente acusado e associa a abordagem à cor da sua pele. Em outro momento, ele reforça a denúncia e pede apoio, afirmando que é trabalhador e funcionário de uma fábrica de capacetes que fica nas proximidades do supermercado.
“Fui acusado de roubar duas bolsas dentro do mercado, onde dois funcionários do mercado e uma mulher, que se dizia vítima, me acusaram. Peço a vocês que compartilhem, porque da mesma forma que aconteceu comigo, por eu ser (PRETO), isso é racismo, poderia acontecer com qualquer pessoa”, afirmou o rapaz.
Na rede social, onde acumula mais de 3,3 mil seguidores, o trabalhador recebeu apoio dos internautas, que passaram a cobrar esclarecimentos do supermercado. O Portal A TARDE tentou contato com Talisson, mas não obteve retorno.
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Atakarejo
A reportagem também procurou a assessoria de comunicação do supermercado Atakarejo para obter um posicionamento oficial sobre a acusação. No entanto, até o fechamento e a publicação desta matéria, não houve respostas por parte da empresa.
Casos de racismo e intolerância religiosa podem ser registrados online, pelo site delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/, ou presencialmente na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), situada na Rua Padre Luiz Figueira, no final da linha do Engenho Velho de Brotas, em Salvador.
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