ATENÇÃO, MORADORES!
Obras no Rio Camarajipe: sete bairros de Salvador terão áreas desapropriadas
Decretos autorizam retirada de imóveis para intervenção urbanas no município

Áreas localizadas em oito bairros de Salvador serão desapropriadas pelo Governo da Bahia para a execução de obras de macrodrenagem e de contenção de encostas, com foco na redução de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra, sobretudo em períodos de chuva intensa.
As desapropriações foram autorizadas por meio de decretos assinados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira, 28.
Ao todo, as áreas somam mais de 154 mil metros quadrados e fazem parte de projetos elaborados pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder).
Obras no Rio Camarajipe
O Decreto nº 24.286 declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, 139.226,97 m² distribuídos em sete bairros de Salvador.
As áreas serão usadas para a execução de obras de macrodrenagem do Rio Camarajipe, o maior rio urbano da capital, com cerca de 14 quilômetros de extensão.
Segundo o governo estadual, as intervenções têm como objetivo reduzir os riscos de alagamentos e enchentes, minimizar os impactos das chuvas sobre comunidades da bacia do Camarajipe e viabilizar a recuperação ambiental do rio.
Os terrenos a serem desapropriados estão localizados nos bairros de:
- Mata Escura: 57.555,00 m²
- Boa Vista de São Caetano: 13.765,02 m²
- São Caetano: 11.055,76 m²
- Campinas de Pirajá: 12.926,29 m²
- São Gonçalo do Retiro: 12.013,72 m²
- Santa Tereza /Luís Anselmo: 7.154,84 m²
- Caminho das Árvores: 24.756,34 m²
Contenção de encostas em Pernambués
Já o Decreto nº 24.290 autoriza a desapropriação de uma área de 15.355,02 m² localizada na Avenida Santa Bárbara, no bairro de Pernambués. O espaço será destinado à execução de obras de contenção e estabilização de encostas.
De acordo com o decreto, as intervenções têm como finalidade:
- reduzir o risco de deslizamentos de terra;
- aumentar a estabilidade do solo em áreas inclinadas;
- proteger moradores, vias públicas e estruturas próximas, especialmente durante o período chuvoso.
Os decretos autorizam a Conder, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), a adotar todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para efetivar as desapropriações.
Os documentos, no entanto, não informam prazos para o início das obras nem os valores das indenizações que serão pagos aos proprietários das áreas atingidas.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




