SALVADOR
Peixe super venenoso é capturado no Porto da Barra e acende alerta em Salvador
Pelo menos dois animais foram capturados no Porto da Barra


Uma espécie invasora e venenosa que ameaça a vida marinha foi encontrada em uma das praias mais conhecidas de Salvador. Pelo menos dois peixes-leão foram capturados no Porto da Barra.
A presença dos animais na região chama atenção principalmente pela proximidade com áreas frequentadas por banhistas. O peixe-leão possui espinhos venenosos e pode provocar acidentes em caso de contato.
Além do risco para as pessoas, a espécie também preocupa pelo impacto que pode causar no ambiente marinho. O animal é um predador voraz e se alimenta de espécies nativas.
Peixe-leão já apareceu em outros pontos de Salvador
O instrutor de mergulho Robson Oliveira afirmou que a presença do peixe-leão na capital baiana não é recente.
Segundo ele, o primeiro animal foi capturado há aproximadamente nove meses, também no Porto da Barra. Desde então, a espécie passou a ser encontrada em outros pontos da Baía de Todos-os-Santos.
Entre os locais onde já houve registros estão o Farol da Barra e Boa Viagem.
Robson também destacou a preocupação com a aproximação dos animais das áreas utilizadas pelos banhistas. De acordo com ele, os peixes estão sendo encontrados cada vez mais perto das pessoas.
Por que o peixe-leão preocupa?
O peixe-leão (Pterois volitans) é originário do Indo-Pacífico e é considerado uma espécie invasora no Atlântico.
O animal se alimenta de peixes e pequenos crustáceos nativos e não possui predadores naturais eficientes na região. Com isso, encontra condições favoráveis para aumentar sua população e ocupar novas áreas.
A expansão da espécie pelo litoral baiano já mobiliza órgãos ambientais e pesquisadores.

Espécie também avança pelo litoral da Bahia
Além de Salvador, o peixe-leão também foi identificado em Porto Seguro, no sul da Bahia.
O primeiro registro oficial no município ocorreu em junho, no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora. Desde então, quase 500 exemplares foram retirados do mar em aproximadamente um mês.
O município chegou a criar um plano específico para enfrentar a presença da espécie, com ações de monitoramento, captura, pesquisa e prevenção de acidentes.
Leia Também:
Bahia realiza treinamento para captura segura
Diante do avanço do peixe-leão, a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) iniciou ações para preparar profissionais para o manejo da espécie.
Salvador recebeu o Curso de Manejo Seguro do Peixe-Leão, que reuniu gestores públicos, pesquisadores, pescadores artesanais, mergulhadores e outros profissionais que atuam no litoral.
A capacitação também teve continuidade em Itaparica.
O objetivo é preparar os participantes para identificar, monitorar, registrar, capturar, transportar e dar a destinação adequada aos animais, além de orientar sobre como prevenir e responder a possíveis acidentes.
Ferroada do peixe-leão pode causar dor e outros sintomas
O contato com os espinhos venenosos do animal pode provocar dor intensa, inchaço, vermelhidão e sensação de queimação.
Também podem ocorrer náuseas, vômitos, tontura e mal-estar.
Por isso, a Salvamar orienta que banhistas e mergulhadores não toquem no peixe-leão.
Caso um animal seja avistado, a recomendação é comunicar imediatamente às equipes de salvamento aquático.
Se houver uma ferroada, a pessoa deve sair do mar imediatamente, devido ao risco de afogamento, e procurar atendimento médico o quanto antes.

O que fazer ao encontrar um peixe-leão?
A orientação para quem encontrar a espécie é não tentar tocar ou capturar o animal por conta própria.
O peixe possui espinhos venenosos e a aproximação pode resultar em acidentes. Em Salvador, os registros feitos por mergulhadores reforçam a preocupação com a presença da espécie cada vez mais próxima das áreas utilizadas pelos banhistas.
A expansão do peixe-leão pelo litoral baiano também exige acompanhamento das autoridades ambientais, principalmente para evitar impactos sobre espécies nativas.
Peixe-leão já foi encontrado em outras áreas da Bahia
O avanço registrado em Salvador ocorre em meio à expansão da espécie pela costa baiana.
O primeiro registro do peixe-leão no estado ocorreu em fevereiro de 2025, em Morro de São Paulo. Depois disso, outros pontos do litoral também passaram a registrar a presença do animal.
Em Porto Seguro, além da retirada de centenas de exemplares, foram estabelecidas medidas para acompanhar a distribuição da espécie e reunir informações sobre os locais onde ela está sendo encontrada.
Peixe-leão pode ser encontrado em áreas mais profundas
O acompanhamento da espécie também é importante porque os animais podem estar presentes em regiões de difícil acesso.
Pesquisadores relataram que estudos apontam uma maior frequência dos primeiros registros em profundidades superiores a 30 metros.
Por isso, o monitoramento depende também da participação de pescadores, mergulhadores e outros profissionais que frequentam o ambiente marinho.


