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JUSTIÇA

STJ revoga prisão de capitão da PM-BA investigado por venda ilegal de armas

Militar foi um dos alvos da Operação Fogo Amigo, deflagrada em maio de 2024

Luan Julião
Por Luan Julião
Mauro das Neves Grunfeld teve prisão revogada
Mauro das Neves Grunfeld teve prisão revogada - Foto: Reprodução | Redes Sociais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou nesta terça-feira, 06, a prisão preventiva do capitão da Polícia Militar da Bahia Mauro das Neves Grunfeld, investigado por envolvimento em um esquema de venda ilegal de armas e munições para facções criminosas na Bahia, Alagoas e Pernambuco. O militar foi um dos alvos da Operação Fogo Amigo, deflagrada em maio de 2024, que levou à prisão de outras 19 pessoas.

A decisão foi proferida pelo ministro Og Fernandes, que entendeu ser suficiente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

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Entre as restrições impostas estão a obrigação de se apresentar à Justiça a cada dois meses, a proibição de mudança de domicílio sem autorização judicial e a exigência de manter endereço e telefone atualizados.

Para o relator, a decisão que restabeleceu a prisão do oficial, em julho de 2024, carecia de fundamentação concreta, o que, por si só, justificaria sua revogação. Ele também destacou que o crime investigado não envolveu violência ou grave ameaça, e que Grunfeld é réu primário.

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Ex-subcomandante da 41ª Companhia Independente da PM (CIPM/Federação-Garcia), Grunfeld foi condecorado como "policial militar padrão do ano de 2023". Ele chegou a ser libertado ainda em julho, após decisão judicial favorável à sua defesa, mas uma liminar solicitada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do Ministério Público da Bahia suspendeu os efeitos da decisão e determinou sua nova prisão.

A operação, batizada como “Fogo Amigo”, é resultado de uma força-tarefa conjunta entre o Gaeco, a Polícia Federal e a Polícia Militar, e revelou a existência de uma organização criminosa identificada como “Honda”, especializada em fornecer armamento a facções do Nordeste.

A revogação da prisão preventiva não impede que Grunfeld continue respondendo ao processo. Ele só permanecerá detido caso esteja preso por outros motivos.

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Capitão Mauro Grunfeld operação fogo amigo stj

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