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O que você precisa fazer hoje para proteger o seu pet dos fogos de artifício no São João

Seu pet tem pânico de barulho? O passo a passo para garantir uma noite segura

Bianca Carneiro
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Não espere o barulho começar para proteger o seu cão ou gato neste São João
Não espere o barulho começar para proteger o seu cão ou gato neste São João - Foto: Ilustrativa | Magnific

O clima de São João já tomou conta das ruas, e enquanto os forrozeiros preparam o figurino e o roteiro das festas, os tutores de animais de estimação precisam ligar o sinal de alerta. A tradição de soltar fogos de artifício e acender fogueiras, tão presente na cultura nordestina, costuma ser sinônimo de pânico e risco de vida para cães e gatos.

A audição dos animais é muito mais sensível que a humana, o que transforma o barulho dos fogos em uma experiência ensurdecedora e dolorosa. Além do risco de fugas motivadas pelo desespero, o estresse extremo pode causar taquicardia, convulsões e até paradas cardiorrespiratórias.

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Para evitar tragédias e garantir que o período junino seja seguro para todos em casa, a preparação deve começar imediatamente. O portal A TARDE ouviu a veterinária Laís Silveira e listou o que você deve fazer para proteger o seu animal.

1. Crie um "abrigo seguro" dentro de casa

Não espere o barulho começar para decidir onde o pet vai ficar. Escolha logo o cômodo mais silencioso da casa e transforme-o em uma zona de conforto.

  • Feche janelas e portas para abafar o som e evitar a entrada da fumaça das fogueiras.
  • Coloque os itens favoritos do animal no local, como caminhas, cobertores com o cheiro dos tutores e brinquedos.

"Para os gatos, use caixas de papelão ou nichos no alto, pois os felinos se sentem mais seguros quando podem se esconder em locais que consideram protegidos", aconselha Laís.

2. Atenção redobrada à fumaça e à respiração

A fumaça das fogueiras é uma grande inimiga da saúde respiratória dos pets. Cães braquicefálicos (raças de focinho achatado, como pugs e buldogues) possuem naturalmente uma anatomia que dificulta a respiração, tornando-os muito mais vulneráveis à poluição do ar e à exaustão por estresse. Mantenha esses animais em ambientes frescos, bem ventilados e longe da exposição direta à fumaça das ruas.

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3. Cuidados essenciais com animais idosos

A idade avançada exige cautela extra. Gatos e cães senis, especialmente aqueles que já ultrapassam a marca dos 10 ou 15 anos, costumam ter a mobilidade reduzida e podem sofrer de problemas cardíacos ou articulares pré-existentes.

  • Evite mudanças bruscas no ambiente que possam desorientá-los.
  • Mantenha a água e a comida muito próximas ao local de descanso.
  • Se o animal ficar paralisado de medo, não o force a sair do esconderijo. Apenas faça companhia de forma calma.

4. Técnica do pano

Segundo Laís, uma estratégia que pode ser testada em cães é a técnica da faixa corporal. Consiste em atar um pano ao redor do corpo do animal de forma firme (mas não apertada), cruzando o peito e o dorso.

"A leve pressão exerce um efeito sobre o sistema nervoso do cão, trazendo uma sensação de segurança e reduzindo o pânico", explica a veterinária.

5. Identificação e prevenção de fugas

Durante os episódios de medo intenso, o instinto natural do animal é fugir para tentar se salvar. Certifique-se hoje de que portões, frestas e varandas estão totalmente bloqueados. Além disso, é fundamental que o animal esteja usando uma coleira com placa de identificação contendo o nome e o telefone atualizado do tutor.

O maior erro: medicar sem orientação

Laís e outros especialistas são unânimes: nunca administre calmantes ou remédios sedativos para o seu pet por conta própria.

"Alguns medicamentos humanos ou dosagens incorretas podem ser fatais, relaxando o corpo do animal enquanto a mente continua em estado de pânico. Se o pet tem um histórico de estresse severo com fogos, a única atitude segura é consultar um médico-veterinário para que ele prescreva um protocolo adequado e seguro", reforça a profissional.

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cães fogos de artifício gatos

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