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Anvisa exige atualização das vacinas contra Covid-19

Novos lotes deverão ser monovalentes e focados nas variantes atuais

Isabela Cardoso
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Uma vacina monovalente é desenvolvida para combater uma única cepa
Uma vacina monovalente é desenvolvida para combater uma única cepa - Foto: Divulgação | Ministério da Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nova instrução normativa que obriga os fabricantes a atualizarem a composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil.

A partir de agora, os imunizantes deverão ser monovalentes e direcionados às variantes mais recentes do coronavírus em circulação.

A medida foi publicada na edição desta quinta-feira, 9, do
Diário Oficial da União e estabelece que os novos lotes tenham como alvo a cepa LP.8.1 ou antígenos derivados da linhagem JN.1, como XFG e NB.1.8.1.

O que muda na prática

Uma vacina monovalente é desenvolvida para combater uma única cepa ou variante de um vírus. Com a nova regra, as empresas precisarão adaptar a fórmula dos imunizantes para acompanhar as mutações mais recentes do SARS-CoV-2.

Os estoques antigos não precisarão ser descartados imediatamente. A Anvisa definiu um prazo de até nove meses para utilização das doses anteriores após a aprovação da atualização de cada fabricante.

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Por que as vacinas precisam ser atualizadas

O coronavírus continua sofrendo mutações genéticas, o que pode reduzir parcialmente a proteção oferecida por infecções passadas ou por vacinas formuladas para variantes mais antigas.

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A lógica é semelhante à atualização anual da vacina contra a gripe: as novas versões são ajustadas para oferecer uma resposta imune mais eficiente diante das cepas predominantes.

A Anvisa destaca que a reformulação não significa que as vacinas antigas deixaram de funcionar, mas que as versões atualizadas tendem a oferecer proteção mais adequada contra as variantes atualmente em circulação.

Como será a aprovação das novas fórmulas

Para se adequar à norma, cada fabricante deverá apresentar um pedido formal de modificação da fórmula à Anvisa, incluindo:

  • dados do processo de produção;
  • controle de qualidade do imunizante reformulado;
  • testes laboratoriais específicos;
  • informações adicionais de segurança e eficácia, quando necessário.

A agência informou que adotará um processo de análise mais rápido, baseado em critérios internacionais e no histórico de segurança das plataformas vacinais já aprovadas.

O que isso significa para o Brasil

Com a decisão, o país consolida um modelo de vigilância genômica e atualização contínua das vacinas, em vez de desenvolver um imunizante completamente novo a cada nova onda da doença.

O objetivo é garantir que o Sistema Único de Saúde (SUS) e a rede privada distribuam vacinas alinhadas às variantes mais recentes do coronavírus, mantendo a estratégia de proteção da população após a fase mais crítica da pandemia.

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