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Câncer colorretal: SUS oferta novo teste para rastreamento da doença

Rastreio precoce da doença leva a taxas de mais de 90% de cura, segundo especialista

Alice Paulilo
Por
SUS oferece teste gratuito para rastreamento do câncer colorretal
SUS oferece teste gratuito para rastreamento do câncer colorretal - Foto: Reprodução

O novo protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) que auxilia a detecção precoce de doenças no Brasil incluiu o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal. A novidade foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira, 10.

O exame será oferecido em ambulatórios e está classificado como procedimento de atenção básica. É direcionado para homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, que não tem histórico familiar da doença e consiste na pesquisa de sangue oculto nas fezes através do teste imunoquímico fecal.

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Para aquelas pessoas que tiverem o resultado do teste negativo, o exame deve se repetir a cada 1 ou 2 anos, até a idade de 75 anos. Aos 76 anos, será avaliada a necessidade de continuar ou não com o rastreamento. Mas, aqueles que obtiveram o teste positivo deverão ser encaminhados para a realização da colonoscopia.

Diante da importância do tema, o portal A TARDE conversou com a médica Glicia Abreu, especialista em coloproctologia, para esclarecer todas as dúvidas e trazer orientações importantes sobre a doença.

O que é o câncer colorretal e quais são os fatores de risco para desenvolver a doença?

O câncer coloretal é aquele que acomete a poção final do intestino, região do cólon e do reto, e segundo a Dra. Glicia, o surgimento da doença pode acontecer por fatores modificáveis ou não modificáveis.

"Existem os fatores não modificáveis, como a idade, quanto mais velho você fica, maior é o risco, e o histórico familiar, que caso você tenha, há também um maior risco de desenvolvimento da lesão", explica ela.

"Já os fatores modificáveis estão relacionados a uma dieta pobre em fibras, ao sedentarismo, sobrepeso e obesidade. Esses fatores a gente pode tentar melhorar no nosso estilo de vida, o que favorece a diminuição da possibilidade da doença", completa a Dra.

Quais são os sintomas e quando é importante buscar um médico?

Antes de citar os principais sintomas, é importante ressaltar que a fase inicial da doença é assintomática, portanto, os sinais só começam a surgir quando a lesão já está crescida e "começa a obstruir a luz do intestino ou causar sangramentos", de acordo com a especialista. Diante dessa realidade, a médica Glicia reforça a importância do rastreamento precoce.

"É muito importante fazer os exames de rastreamento, porque quando a lesão é assintomática, ela está no estágio inicial e o tratamento pode levar a taxas de mais de 90% de cura", afirma Glicia.

médica Glicia Abreu, especialista em coloproctologia, esclarece tudo sobre câncer colorretal
médica Glicia Abreu, especialista em coloproctologia, esclarece tudo sobre câncer colorretal - Foto: Arquivo pessoal

Quanto a idade ideal para iniciar o rastreio, a especialista diz que alguns fatores podem altera o padrão dos 45 anos.

"Para aquelas pessoas que apresentam histórico familiar de câncer de intestino, esse rastreamento deve iniciar aos 40 anos ou 10 anos antes do diagnóstico mais precoce. Então, se você teve uma história de câncer de intestino em algum membro da família aos 30 anos, o seu rastreamento deve começar aos 20 anos. E para quem tem o histórico, esse rastreamento precisa ser por colonoscopia", ressalta ela.

Após essas principais recomendações de prevenção da doença, caso a lesão já esteja mais avançada, os sintomas mais comuns que representam o momento de buscar atendimento são:

  • Perda de peso de forma inesperada;
  • Dor abdominal persistente;
  • Sangramento nas fezes;
  • Alteração do ritmo intestinal, seja para diarreia ou para constipação;
  • Anemia, especialmente a por deficiência de ferro, chamada de anemia ferropriva.

Tratamento e prevenção

Quando o câncer colorretal é identificado, a definição do tratamento depende de fatores como a localização e o estágio do tumor. Segundo a médica, lesões no cólon e no reto podem exigir abordagens diferentes, que são definidas após a avaliação do caso.

"Uma vez diagnosticado com o câncer, depois da realização da biópsia, o paciente é encaminhado para a cirurgia, para a cirurgia, em algumas situações, quando o o diagnóstico de câncer de cólon", relata a Dra.

"Mas se a lesão estiver no reto, alguns pacientes vão necessitar de um tratamento com radioterapia ou até mesmo a quimioterapia isolada para depois fazer a cirurgia. Isso vai depender do grau do tumor, de uma avaliação prévia, então que nós chamamos de estadiamento do tumor", indica ela.

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Além do acompanhamento médico e da realização dos exames indicados, mudanças nos hábitos de vida também podem contribuir para reduzir os riscos da doença.

"O importante é que a gente não esqueça que existe fatores modificáveis de risco para o câncer de intestino. Então, evitar o sobrepeso, a obesidade, fazer uma dieta rica em frutas, verduras; e algo muito importante, não consumir ultraprocessados. Tudo isso contribui bastante para a prevenção", ressalta a Dra. Glicia Abreu, especialista em coloproctologia.

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