SAÚDE
Epidemia de Ebola: velocidade de mortes e casos preocupa e OMS alerta
Até o momento, foram registrados 513 casos e 131 mortes


A epidemia de Ebola, que tem afetado a República Democrática do Congo, está preocupando a Organização Mundial da Saúde (OMS), devido à velocidade no crescimento do número de mortes e novos casos da doença.
O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um alerta nesta terça-feira, 19, após o registro de 131 mortes e 513 casos suspeitos. O balanço anterior mencionava 91 óbitos e 350 casos suspeitos.
"Fiz isso em acordo com o Artigo 12 dos Regulamentos Internacionais de Saúde, após consultar os ministros da Saúde de ambos os países (República Democrática do Congo e Uganda), e porque estou profundamente preocupado com a amplitude e a rapidez da epidemia", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, em discurso na Assembleia Mundial da Saúde, que acontece em Genebra, na Suíça.
Na ocasião, a OMS convocou uma reunião do comitê de emergências para avaliar a situação. pós o encontro, o Comitê de Emergência vai aconselhar o diretor-geral da OMS sobre recomendações temporárias a serem emitidas à OMS e aos seus Estados-membros
Até o momento, poucas amostras foram analisadas em laboratório e os balanços são baseados principalmente em casos suspeitos, e não necessariamente estão vinculadas ao ebola.
A OMS declarou no domingo, 17, uma emergência de saúde pública de importância internacional para enfrentar a epidemia.
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O que é o ebola?
O vírus é uma antiga preocupação no continente africando onde, nos últimos 50 anos, provocou mais de 15 mil mortes. A doença é caracterizada por uma febre hemorrágica extremamente contagiosa.
Ainda não há vacina, nem tratamento específico para a cepa bundibugyo, responsável pelo atual surto, o que está em avaliação pelo Governo local.
Para tentar conter a propagação, as autoridades trabalham para detectar rapidamente os casos e limitar os contatos. Para isso, foi iniciada uma campanha com o intuito de incentivar a população a cumprir as medidas de contenção.
Pessoas da comunidade em que o vírus foi originado pensavam se tratar de uma doença mística, por isso, os enfermos não foram levados ao hospital, contribuindo para o aumento dos contágios.


