Busca interna do iBahia
HOME > SAÚDE

INOVAÇÃO

Estudantes do Sul da Bahia desenvolvem sabonete cicatrizante

Produzido a partir do óleo residual de babosa e penicilina, produto é ainda item higiênico sustentável

Da Redação
Por Da Redação
O projeto tem como principal objetivo contribuir com questões relacionadas à saúde
O projeto tem como principal objetivo contribuir com questões relacionadas à saúde - Foto: Ilustrativa

Na diversa vegetação que o Brasil possui, encontramos plantas que, além de terem características anti-inflamatórias, são cicatrizantes. Uma equipe do Centro Estadual de Educação Profissional Álvaro Melo Vieira, localizado em Ilhéus, Sul da Bahia, desenvolveu um sabonete a partir do óleo residual de duas dessas folhas com propriedades curativas, a babosa (Aloe Vera) e a penicilina (Alternanthera brasiliana) com intuito de beneficiar pessoas que sofrem com problemas de cicatrização lenta.

Segundo o orientador do projeto, professor Paulo Pires, o produto estimula a reparação mais rápida dos tecidos lesados. Para isso, o primeiro passo na fabricação do sabonete é extrair o óleo das plantas e, em seguida, combiná-los com base de glicerina, soda cáustica, água e aromatizantes em medidas adequadas, resultando em um produto com pH apropriado para uso e boa capacidade de formação de espuma.

Tudo sobre Saúde em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Ainda de acordo com a equipe, o projeto ainda está em fase de aprimoramento. “A alternanthera brasiliana, conhecida por “terramicina”, “penicilina” ou “perpétua do mato”, é uma das plantas medicinais utilizadas no tratamento de diversas patologias, com ação curativa comprovada, porém o nosso produto, a partir do óleo residual da folha dessa planta, ainda não foi testado para o uso medicinal”, explica o orientador.

O projeto, que demonstra ser uma alternativa sustentável, tem como principal objetivo contribuir com questões relacionadas à saúde. “O aproveitamento do óleo residual durante a confecção do item diminui o impacto ambiental causado pelo descarte inadequado do produto”, diz o professor Paulo, que conta com apoio da coorientadora, professora Margarete Correia e dos estudantes Moniquy Tolentino, Jeancarlos Chagas e Miguel Almeida.Viuge

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estreou no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, 8 de julho de 2019, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail [email protected].

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

Aloe Vera Alternanthera brasiliana babosa cicatrização Ciência estudantes inovação óleo residual penicilina sabonete cicatrizante Saúde sul da bahia sustentabilidade tecnologia

Relacionadas

Mais lidas