SAÚDE
Funcionários protestam contra suposto fechamento do hospital Octávio Mangabeira; Sesab nega


Agentes de saúde se reuniram, nesta terça-feira, 6, em frente ao Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), no Pau Miúdo, em protesto contra um suposto fechamento da unidade de saúde. De acordo com os manifestantes, o hospital, especializado em doenças pulmonares, será fechado “em plena pandemia da Covid-19”.
Segundo publicação do site do Sindicato dos Trabalhadores de Saúde do Estado da Bahia (Sindsaude), “serão desligados 17 leitos de UTI; 59 leitos de Tuberculose, incluindo Tuberculose Multi Resistente; 61 leitos clínicos; 14 leitos cirúrgicos; e 42 leitos clínicos/cirúrgicos.”.
“Em plena pandemia de covid-19, a Bahia perderá vários leitos dentro de um hospital especializado em doenças do pulmão sob pena de colocar em risco todo o esforço feito pela sociedade para conter o avanço da doença.”, diz o sindicato, em seu site.
A Secretária de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) negou as informações, classificadas como "boatos" . A secretária informou que realizará uma reforma e modernização da unidade, com investimento da ordem de R$ 30 milhões. Segundo a secretaria, as obras terão início em 12 de julho, com previsão de término em dez meses, “e adequarão a unidade às normas vigentes do ambiente hospitalar.”.
“A unidade será reformada e modernizada. Serão realizadas intervenções na estrutura, incluindo substituição de toda a rede elétrica e hidráulica, construção de banheiros nas enfermarias, novas torres de elevadores, novas UTIs, novo centro cirúrgico, além de caixa d’água superior e novo telhado”, informou a Sesab, em resposta.
Durante as obras, segundo a Sesab, o ambulatório de pneumologia, que contempla serviços assistenciais nas áreas de Fibrose Cística, Asma Grave, Tuberculose, Controle de Tabagismo. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e Pós-Covid-19, permanecerá funcionando e atendendo cerca de 4 mil pessoas por mês. Também permanece aberto o serviço de bioimagem e o laboratório especializado, que faz análises diferenciadas, como o teste do suor.
Questionada sobre o destino dos pacientes atendidos pela unidade durante a reforma, a Sesab afirmou que os pacientes com tuberculose e HIV que necessitam de hospitalização passarão a ser atendidos no Instituto Couto Maia. Os pacientes com o diagnóstico de BK irão para unidades assistenciais de longa permanência.
Já os serviços de infectologia clínica, vascular e cirurgia torácica serão incorporados por outras unidades da rede estadual na capital baiana, garantindo o acesso e assistência aos pacientes. A unidade terá 168 leitos, sendo 39 de UTI adulto e pediátrica, além de enfermarias dedicadas a pacientes de cirurgia torácica, cirurgia de cabeça e pescoço e oncologia.
“Não há razão para temor, nem para alimentar boatos de fechamento definitivo”, afirmou a Sesab.
Momento inoportuno
Para o Sindsaude, a reforma acontece em um momento inoportuno. “Servidores, Pacientes e Entidades da Saúde solicitam a suspensão do projeto e da licitação da obra até que exista segurança sanitária no país e que a Sesab apresente um plano que assegure a continuidade da assistência aos pacientes e salvagaurde os direitos individuais e coletivos dos servidores.”, diz a entidade.
O sindicato pede a suspensão da reforma “enquanto permanecer a pandemia” ou que a intervenção aconteça por etapas, “diminuindo o impacto negativo no já sobrecarregado Sistema Único de Saúde (SUS).”.
Os agentes de saúde marcaram uma nova manifestação para esta quarta-feira, 7, em frente ao Hospital.