CANETAS EMGRACEDORES
Saiba o que é pancreatite, doença que cresceu com uso do Ozempic
No Brasil há seis mortes suspeitas de pancreatite relacionado ao uso de canetas emagrecedoras

Após a divulgação de casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras, uma série de dúvidas passou a circular entre pacientes e usuários desses medicamentos — principalmente sobre o que é a doença, quais os riscos e como identificar os sintomas.
O que pancreatite?
A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão responsável por produzir enzimas digestivas e hormônios que ajudam a regular o açúcar no sangue. Em situações normais, essas enzimas só são ativadas no intestino, mas, quando há inflamação, elas passam a agir dentro do próprio órgão, provocando dor intensa e danos ao tecido.
A doença pode se manifestar de duas formas.
- Pancreatite aguda - surge de maneira repentina, costuma durar alguns dias e pode variar de quadros leves a situações graves.
- Pancreatite crônica - ocorre quando há inflamações repetidas ao longo do tempo, levando à perda progressiva da função do pâncreas.
Sintomas
Entre os sintomas mais comuns estão:
- dor forte na parte superior do abdômen, que pode irradiar para as costas;
- náuseas;
- vômitos;
- febre;
- inchaço abdominal;
- diarreia;
- má digestão;
- fezes gordurosas;
- icterícia;
- mal-estar geral.
Sem tratamento adequado, a inflamação pode evoluir para complicações graves e até morte.
As causas mais frequentes da pancreatite incluem pedras na vesícula, consumo excessivo de álcool, níveis elevados de triglicerídeos, infecções, traumas abdominais e também o uso de alguns medicamentos.
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Relação com as canetas emagrecedoras
O tema voltou ao debate após alertas internacionais, especialmente no Reino Unido, sobre casos de pancreatite em usuários de medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, utilizados para emagrecimento e tratamento do diabetes.
Esses fármacos imitam a ação do GLP-1, hormônio produzido pelo intestino após as refeições, responsável por aumentar a sensação de saciedade e ajudar no controle da glicose. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já recebeu, desde 2018, 225 notificações de casos suspeitos de pancreatite e seis mortes em investigação associadas ao uso dessas canetas.
As notificações envolvem medicamentos como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida, tanto em pacientes em uso regular quanto em participantes de estudos clínicos.
Além do Brasil, agências reguladoras dos Estados Unidos e da Europa reconhecem a pancreatite como um possível efeito adverso desses medicamentos e seguem monitorando os casos.
Ao apresentar sintomas compatíveis com pancreatite, a orientação é procurar atendimento médico imediato, especialmente com um clínico geral ou gastroenterologista.
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