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SAÚDE

SUS oferece novo implante contraceptivo com taxa de falha em 0,05%

Novo implante contraceptivo gratuito dura três anos e reduz gravidez indesejada

Isabela Cardoso
Por
| Atualizada em
Agora, com a distribuição pelo SUS, o acesso ao Implanon será gratuito
Agora, com a distribuição pelo SUS, o acesso ao Implanon será gratuito - Foto: Reprodução | Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer gratuitamente um dos métodos contraceptivos mais eficazes do mundo: o Implanon. O pequeno bastão subdérmico tem taxa de falha de apenas 0,05% ao ano, o que significa que menos de uma em cada 2.000 mulheres engravida no primeiro ano de uso.

A camisinha, em comparação, pode falhar em até 15% dos casos quando usada fora das condições ideais.

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Como funciona o implante?

O Implanon é inserido sob a pele por médicos ou enfermeiros treinados. Ele libera o hormônio etonogestrel, que bloqueia a ovulação e dificulta a entrada dos espermatozoides. O método dura três anos e pode ser retirado a qualquer momento, com retorno imediato da fertilidade.

Por que não substitui a camisinha?

Apesar da alta eficácia contra gravidez, especialistas lembram que o Implanon não protege contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Por isso, o preservativo segue indispensável como método complementar.

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Gratuito no SUS a partir de 2025

O dispositivo custa de R$ 2 mil a R$ 4 mil na rede privada. Agora, com a distribuição pelo SUS, o acesso será gratuito. Só em 2025, serão entregues 500 mil implantes, e até 2026 a previsão é chegar a 1,8 milhão de unidades. O investimento do governo federal é de R$ 245 milhões.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a medida deve impactar a saúde das brasileiras: “Essa é uma estratégia fundamental para ampliar o acesso a métodos seguros e prevenir mortes evitáveis, sobretudo entre mulheres negras”.

Um novo LARC no Brasil

O Implanon se junta ao DIU de cobre como mais um LARC (contraceptivo reversível de longa duração) disponível na rede pública. Esse tipo de método não depende da disciplina diária ou mensal da usuária, o que o torna ainda mais eficaz.

Além do novo implante e do DIU, o SUS continua oferecendo pílulas, injetáveis, preservativos, vasectomia e laqueadura.

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