Vacina contra poliomielite tem baixa procura da população na Bahia

Em Salvador, a situação é ainda mais crítica, tendo caído de 72,3% em 2020 para 36,4% em 2021

Publicado quarta-feira, 03 de agosto de 2022 às 00:00 h | Atualizado em 03/08/2022, 00:41 | Autor: Mariana Brasil*
Bahia contabilizou apenas 62,2% de vacinados em 2021
Bahia contabilizou apenas 62,2% de vacinados em 2021 -

A procura pela vacina contra poliomielite tem sido baixa nos últimos anos em todo o país, o que vem preocupando especialistas. A Bahia não foge aos números e contabilizou apenas 62,2% de vacinados em 2021. 

Em Salvador, a situação é ainda mais crítica, tendo caído de 72,3% em 2020 para 36,4% em 2021, segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que planeja estratégias de incentivo para aumentar os índices. O primeiro semestre já apresentou números melhores em comparação aos anos anteriores, com 62,2% de crianças vacinadas na Bahia e 54,6% na capital.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e a de Multivacinação para Atualização da Caderneta de Vacinação da Criança e do Adolescente terão início, na próxima segunda-feira em Salvador, e seguem até 9 de setembro. 

São esperadas mais de 152 mil crianças menores de 5 anos na estratégia contra pólio e outros 497 mil jovens com menos de 15 anos para atualização de multivacinação. A vacina intramuscular contra pólio completou 10 anos neste mês de agosto. 

Não há registros de casos de poliomielite no Brasil desde 1989. Entretanto, com o retorno de episódios no resto do mundo e a pouca adesão do país, as preocupações se renovaram.  “Nós já vínhamos observando uma queda nas coberturas para vacinas infantis de um modo geral desde 2017. Isso já vinha sendo colocado como uma pauta prioritária”, afirma Ramon Saavedra, sanitarista do Programa de Imunização da Bahia da Sesab.

O sanitarista aponta a necessidade de facilitar o acesso. “A gente precisa se adequar para atender a demanda e ofertar a vacina de forma mais proativa. Criar estratégias para buscar essa população, ofertar em horários e locais alternativos”.

Uma das medidas que já estão sendo planejadas é a parceria com a Secretaria de Educação, através de ações nas escolas, e dialogando com os municípios para a realização de dias D independentes do calendário oficial. No recorte soteropolitano, a meta é vacinar pelo menos 95% das crianças menores de 5 anos. 

*Sob a supervisão da editora Meire Oliveira

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