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Bahia acompanha alta histórica da intenção de compra do Nordeste

Estado registra crescimento nas vendas e no VGV

Cláudio Cunha, presidente da Ademi-BA
Por Cláudio Cunha, presidente da Ademi-BA
House model and compass on plan background, Real estate concept.
House model and compass on plan background, Real estate concept. - Foto: Ilustrativa | Freepik

Comprar um imóvel nunca esteve tão presente nos planos dos brasileiros quanto agora. Em pesquisa apresentada nesta quinta-feira, 16, pela Ademi-BA para seus associados, realizada pela Brain Inteligência Estratégica, os números da intenção de compra comprovam isso, atingindo 52%, o maior patamar da série histórica iniciada em 2019.

O Nordeste lidera esse movimento, com 59% das famílias manifestando interesse em adquirir um imóvel nos próximos meses, o maior índice entre todas as regiões do país. Na Bahia, esse cenário de confiança já começa a se refletir nos indicadores do mercado imobiliário. A pesquisa, referente a maio de 2026, aponta crescimento nas vendas, avanço expressivo do Valor Geral de Vendas (VGV) e redução da oferta final.

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Em Salvador, esse ambiente favorável se refletiu principalmente no desempenho comercial dos empreendimentos compactos e de médio padrão, responsáveis por 63% e 36%, respectivamente, das vendas. Foram 721 unidades vendidas em maio, acima das 637 registradas em abril, evidenciando aceleração no ritmo de vendas após uma recuperação iniciada no mês anterior. No comparativo com o mesmo período de 2025, as unidades vendidas cresceram 74%. O VGV vendido também avançou, passando de R$ 483 milhões em abril para R$ 553 milhões em maio, confirmando que o aumento das vendas tem sido acompanhado por maior geração de receita.

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Os bairros mais valorizados nesse movimento foram Rio Vermelho, Pituaçu e Ondina, que lideraram tanto os lançamentos quanto as vendas no período. Nos lançamentos, o Rio Vermelho respondeu por 66% das novas unidades, seguido por Pituaçu (22%) e Ondina (12%). No desempenho comercial, o protagonismo permaneceu com o Rio Vermelho, concentrando 39% das unidades vendidas, seguido por Pituaçu (22%), Caminho das Árvores (14%) e Ondina (10%). O levantamento ainda mostra que 97% das vendas ocorreram em Salvador, reforçando a força da capital como principal polo do mercado imobiliário baiano.

Outro aspecto observado pela pesquisa é o protagonismo crescente dos empreendimentos compactos, que representaram 63% das unidades comercializadas e 64% do VGV lançado em maio, consolidando uma tendência que vem sendo observada nos últimos anos. A redução da oferta final reforça esse movimento: em Salvador, o número de unidades disponíveis atingiu o menor patamar dos últimos anos (3.412 unidades disponíveis), indicando que a velocidade das vendas está superior ao ritmo dos novos lançamentos, fator que tende a sustentar a valorização dos imóveis nos próximos meses.

A pesquisa evidencia uma retração no segmento do Minha Casa Minha Vida (MCMV) em Salvador. O programa não registrou novos lançamentos na capital em abril e maio, contribuindo para uma queda de 41% no acumulado de lançamentos em relação ao ano anterior. Apesar disso, as vendas permaneceram aquecidas, reflexo do consumo do estoque existente: foram 490 unidades comercializadas em maio, mesmo sem novas ofertas. Na Região Metropolitana, por outro lado, houve manutenção dos lançamentos e crescimento do VGV, indicando um deslocamento parcial da produção do programa para municípios do entorno da capital.

O conjunto dos indicadores reforça um cenário de confiança para o mercado imobiliário baiano. A combinação entre recorde de intenção de compra no Nordeste, crescimento das vendas, expansão do VGV, redução dos estoques e valorização dos empreendimentos sinaliza um ambiente favorável para incorporadoras, investidores e consumidores. Apesar da redução dos lançamentos, o mercado segue sustentado por uma demanda robusta e por um consumidor cada vez mais disposto a transformar a intenção de compra em aquisição efetiva ao longo do segundo semestre de 2026.

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