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Peixe do Brasil supera salmão e vira destaque internacional

Pescado é encontrado em abundância no litoral do país

Yuri Abreu

Por Yuri Abreu

10/01/2026 - 8:45 h | Atualizada em 10/01/2026 - 12:53
Robalo superou salmão e ficou em terceiro lugar em ranking internacional
Robalo superou salmão e ficou em terceiro lugar em ranking internacional -

O robalo, peixe brasileiro encontrado em abundância no litoral do país, superou o famoso salmão e ficou no terceiro lugar em um ranking internacional que avaliou mais de mil alimentos quanto ao valor nutricional.

Na pesquisa, o pescado nacional recebeu 89 pontos de 100 possíveis, ficando apenas atrás das amêndoas e da fruta-do-conde — também conhecida como pinha.

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Robalo x salmão

Segundo a medicina, o robalo possui perfil nutricional superior ao do salmão, especialmente por apresentar menor teor de gordura.

Enquanto 100 gramas de robalo contêm entre 2 e 5 gramas de gordura, a mesma porção de salmão pode chegar a 13 gramas.

Além das proteínas, o pescado é fonte de magnésio, cálcio, ferro e zinco, nutrientes que desempenham papel importante no funcionamento do organismo e contribuem para processos como cicatrização.

O consumo do peixe é frequentemente recomendado em contextos de recuperação pós-operatória, pós-parto e tratamentos que exigem reforço nutricional.

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Potencial brasileiro

Mesmo com seu destaque nutricional, a robalo ainda está em baixa quando o assunto é a sua produção para a aquicultura.

Apesar de ter atingido, em 2024, R$ 11,7 bilhões em valor de produção, um crescimento de 15,4% em relação a 2023, a produção brasileira ainda está concentrada em espécies de água doce, como a tilápia, que representa cerca de 70% do total.

Opções para inserir a espécie nesse rol não faltam. O robalo-flecha (Centropomus undecimalis) e o robalo-peva (Centropomus parallelus), espécies nativas brasileiras, apresentam características ideais para a aquicultura: resistência ao manejo, adaptação a diferentes salinidades (água doce, salobra e salgada) e alto valor comercial.

Atualmente, regiões de Santa Catarina e São Paulo já desenvolvem cultivos experimentais de robalo, além de outras espécies marinhas como o beijupirá e a tainha. No entanto, elas ocorrem em escala limitada.

Europa é potência

Se por um lado o Brasil ainda não se deu conta seu potencial para a produção de robalo, países europeus já beneficiam disso, em uma indústria que gera bilhões.

A União Europeia é o maior produtor mundial de robalo, respondendo por 80% da produção. Sendo a Grécia o principal produtor no bloco, seguida da Espanha.

Cerca de 90% do robalo e da dourada — outro peixe considerado nobre — consumidos em Portugal são importados, maioritariamente de criação em jaulas offshore na Grécia, Espanha e Turquia.

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Tags:

agronegócio aquicultura Robalo salmão

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