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Bahia Filmes: uma nova era para o audiovisual

Secretário de Cultura celebra a 1ª empresa estadual de audiovisual do país

Bruno Monteiro*
Por Bruno Monteiro*
O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro
O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro - Foto: Lucas Rosário | Secult

Neste dia histórico, a Bahia dá um passo decisivo para ocupar, com ainda mais protagonismo, o lugar que sempre lhe pertenceu no setor do audiovisual. Mais do que entregar uma sede, inauguramos uma nova etapa da cultura em nosso estado: uma ferramenta pública capaz de contar nossas histórias, fortalecer imagens e territórios e possibilitar que talentos circulem nas telas do mundo.

A Bahia Filmes é fruto de um sonho antigo e de uma ampla mobilização do setor audiovisual baiano. Foi construída a muitas mãos: realizadores, produtoras, técnicos, roteiristas, artistas, pesquisadores, coletivos de mulheres do cinema, profissionais negros, produtores indígenas, agentes da animação, dos games, além de articulações e muito diálogo entre o Estado e agentes culturais da capital e do interior.

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Pensando nessa construção conjunta, que precisava aproximar Estado e sociedade civil, desenvolvemos as bases para transformar uma demanda histórica em política pública concreta. E foi sob a sensível liderança do governador Jerônimo Rodrigues que esse sonho chamado Bahia Filmes foi acolhido, adensado e transformado em institucionalidade. Primeiro, quando a ideia foi incorporada ao seu Programa de Governo; depois, inscrita no Plano Plurianual, amplamente debatida com o setor e amadurecida em grupos de trabalho, até ser aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa e sancionada por lei. Agora, a Bahia Filmes ganha sede, governança, orçamento, direção e início de operação.

É fundamental lembrar que a Bahia Filmes vem para fortalecer quem já realiza, abrir caminhos, captar recursos, apoiar a comercialização e a distribuição de obras, atrair filmagens, estruturar novos negócios, qualificar profissionais, produzir informação, mapear capacidades, corrigir assimetrias territoriais dentro do setor e ampliar a presença da Bahia nas telas.

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O Governo da Bahia entende que não basta fomentar a produção, é preciso pensar a cadeia como um todo. Os filmes precisam circular, chegar ao público, ocupar salas, escolas, cineclubes, festivais, plataformas e territórios. Ao estruturar uma empresa pública dedicada ao audiovisual, reconhecemos este setor como campo de memória e vetor de desenvolvimento.

A Bahia Filmes nasce, portanto, para projetar a Bahia para o mundo e, ao mesmo tempo, para fazer o mundo olhar para a Bahia a partir da potência de nossas narrativas.

Com a primeira companhia pública estadual do Brasil dedicada exclusivamente ao audiovisual, a Bahia reafirma sua vocação de vanguarda, abrindo caminhos para o país. Por isso, a inauguração da Bahia Filmes não encerra um ciclo, antes, inaugura uma janela de oportunidades carregada de muita responsabilidade.

*Secretário de Cultura do Estado da Bahia

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