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PGP: A força de uma Bahia construída por todos
Confira o artigo de Adolpho Loyola


Há quem enxergue a política como um exercício de poder. Eu aprendi que ela só faz sentido quando se transforma em um exercício permanente de escuta. Nenhum governo é maior do que a sabedoria do seu povo. É nas ruas, nas comunidades, no campo, nas periferias e nos pequenos municípios que a Bahia revela suas maiores lições.
Foi essa compreensão que deu identidade aos governos do Partido dos Trabalhadores e dos nossos aliados. Não governamos para o povo. Governamos com o povo. Essa diferença explica por que tantas políticas públicas nasceram do diálogo e se transformaram em conquistas que mudaram a vida de milhões de baianas e baianos.
O Programa de Governo Participativo (PGP) é a expressão mais viva dessa forma de governar. Ele não foi criado para cumprir um ritual de campanha nem para produzir discursos. Nasceu para fazer da participação popular a alma das decisões que orientam o presente e desenham o futuro da Bahia.
Quando percorremos os territórios de identidade, não encontramos apenas demandas. Encontramos pessoas que conhecem profundamente a realidade onde vivem, que sabem apontar problemas, mas também indicar caminhos. É essa inteligência coletiva que alimenta nosso planejamento e fortalece a ação do Estado.
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Por isso, cada encontro do PGP é muito mais do que uma reunião. É um pacto de confiança. Um compromisso firmado olho no olho, onde cada voz importa e cada história ajuda a construir uma Bahia mais justa, solidária e desenvolvida.
A democracia não se fortalece apenas nas urnas. Ela ganha sentido quando permanece viva entre uma eleição e outra, permitindo que a população acompanhe, participe e influencie os rumos do governo. O PGP transformou esse princípio em prática cotidiana.
Nesta nova edição sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, realizamos 183 momentos de escuta em todos os 27 territórios da Bahia. Plenárias, encontros setoriais, escutas organizadas por movimentos sociais e participação digital formam uma grande corrente democrática que aproxima o governo da realidade vivida pelas pessoas.
Cada contribuição recebida carrega muito mais do que uma reivindicação. Carrega esperança, confiança e o desejo legítimo de construir uma Bahia melhor. É dessa matéria-prima que nascem políticas públicas mais eficientes, investimentos mais inteligentes e prioridades verdadeiramente conectadas às necessidades da população.
Talvez seja essa a razão de a experiência baiana despertar tanto interesse. Não existe fórmula pronta para conquistar a confiança das pessoas. Ela é construída com presença, coerência e disposição para ouvir, mesmo quando isso significa rever caminhos e aperfeiçoar decisões.
Tenho orgulho de participar da gestão do governador Jerônimo Rodrigues, um governo que não teme o diálogo. Ao contrário, faz dele sua maior força. Porque ouvir nunca foi sinal de fraqueza. É demonstração de respeito. É reconhecer que nenhum governante, por mais preparado que seja, sabe mais sobre uma comunidade do que quem vive sua realidade todos os dias.
A Bahia continua mostrando que desenvolvimento e participação caminham lado a lado. Obras são importantes. Investimentos são indispensáveis. Mas ambos se tornam mais fortes quando refletem os sonhos, as necessidades e a esperança de quem será beneficiado por eles.
É essa Bahia que continuaremos construindo: uma Bahia onde o povo não ocupa apenas o lugar de destinatário das políticas públicas, mas o de protagonista da própria história. Porque, quando a voz da população orienta os caminhos do governo, a democracia deixa de ser apenas um ideal e passa a ser uma realidade vivida todos os dias.
Adolpho Loyola é secretário Estadual de Relações Institucionais*


