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PGP: escuta popular como método de governo

PGP consolida a escuta popular como pilar de planejamento na Bahia

Roberta Sampaio*
Por Roberta Sampaio*
Roberta Sampaio
Roberta Sampaio - Foto: Divulgação

O Programa de Governo Participativo (PGP), liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, consolidou na Bahia uma das mais importantes experiências de participação popular do país.

Mais do que ouvir a população, o programa transforma a escuta em instrumento de governo, garantindo que as prioridades do Estado sejam construídas a partir das realidades vividas pelo povo baiano.

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Ao percorrer os 27 territórios de identidade, o PGP reafirma uma gestão pública baseada na democracia, inclusão e justiça social, colocando a população como protagonista das decisões sobre o futuro da Bahia.

Essa visão dialoga com o pensamento de Milton Santos, ao compreender o território como uma construção viva, formada por histórias, culturas, relações sociais e saberes acumulados.

A partir dessa perspectiva, o PGP reconhece que políticas públicas transformadoras precisam nascer do diálogo com quem conhece cada realidade.

A construção do PGP 2026 mobiliza um amplo processo de participação social, com 183 escutas em todo o estado.

São 108 escutas territoriais, além de plenárias na capital, escutas livres organizadas pelos movimentos sociais e encontros setoriais com gestores, especialistas, trabalhadores e representantes da sociedade civil.

Um exercício democrático que transforma demandas coletivas em propostas para orientar políticas públicas e investimentos.

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A participação também se amplia no ambiente digital. Por meio do PGP Digital, milhares de baianas e baianos contribuem para definir prioridades do governo.

Até junho de 2026, cerca de 12 mil propostas foram registradas, com destaque para áreas como educação, saúde, assistência social, cuidado e redução de danos, infraestrutura e mobilidade.

O processo fortalece o planejamento público e aproxima as ações do governo das necessidades da população.

A força do PGP nos municípios e territórios da Bahia consolidou uma nova dinâmica política baseada no diálogo social permanente, inspirando tentativas de reprodução pela oposição.

No entanto, a legitimidade de um processo participativo nasce de uma trajetória de escuta e compromisso com a sociedade, e não apenas de uma estratégia discursiva.

Ao reunir milhares de propostas construídas diretamente com a população, o PGP demonstra que democracia participativa e gestão eficiente caminham juntas.

Mais que um instrumento de planejamento, representa um projeto político que reconhece a inteligência coletiva do povo baiano como força para definir os rumos do estado.

A Bahia reafirma que o desenvolvimento só é possível quando construído coletivamente, com valorização dos territórios, dos saberes locais e compromisso com a inclusão e a transformação social.

*Roberta Sampaio é coordenadora Executiva da Sesab e coordenadora do PGP 2026

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