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Dados sugerem que o baiano enxerga a IA como "assistente de conhecimento"

MAPEAMENTO

Do Google ao Chatbot: baianos usam IA como "enciclopédia digital", mas resistem à criação

Pesquisa AtlasIntel revela que a principal utilidade da tecnologia no estado é a pesquisa de informações, deixando produção de textos e artes de lado

Dados sugerem que o baiano enxerga a IA como "assistente de conhecimento" - Foto Reprodução

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Rodrigo Tardio

Por Rodrigo Tardio

04/04/2026 - 6:00 h

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A Inteligência Artificial (IA) consolidou-se na Bahia prioritariamente como uma ferramenta de consulta e esclarecimento de dúvidas, superando as funções de criação de conteúdo. É o que revela a mais recente pesquisa da AtlasIntel/A TARDE, que mapeou o comportamento dos usuários da tecnologia no estado.

Os números revelam que o baiano adotou a Inteligência Artificial como uma enciclopédia em tempo real, deixando as funções criativas em segundo plano:

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  • O trunfo da informação (58,6%): A atividade soberana é buscar informações ou tirar dúvidas. Seis em cada dez usuários utilizam os robôs como assistentes de pesquisa.
  • O abismo da criação: O uso para redação de textos (20,4%) ou criação de imagens (20,3%) é quase três vezes menor.
  • O paradoxo do trabalho: Embora o debate global foque no medo da automação de textos e artes, na prática cotidiana da Bahia, a IA ainda é vista muito mais como uma ferramenta de consulta do que de execução.

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Perfil de utilidade

Os dados da pesquisa sugerem que o baiano enxerga a IA como um "assistente de conhecimento" prático, ocupando um espaço anteriormente restrito aos motores de busca tradicionais.

Em vez de delegar a produção de obras completas às máquinas, a maioria da população prefere utilizar a tecnologia para resolver lacunas de informação no cotidiano.

A proximidade estatística entre quem escreve textos e quem gera imagens com o auxílio da IA demonstra que essas habilidades técnicas, embora em crescimento, ainda representam um nicho específico de uso profissional ou artístico, enquanto o acesso à informação permanece como o grande motor de adesão à tecnologia.

As reflexões da psicopedagoga Iris Alves sobre os dados da pesquisa AtlasIntel/A TARDE revelam um cenário em que a inteligência artificial não é apenas um repositório de dados, mas um novo agente no ecossistema de aprendizagem.

A mudança do abrir o livro para a pergunta direta, indica que a curiosidade agora é mediada pelo diálogo. Já o uso predominante para sanar dúvidas, que é três vezes superior à criação de textos, mostra que o baiano utiliza a ferramenta como um apoio pedagógico
Iris Alves - psicopedagoga

Do ponto de vista psicanalítico e psicopedagógico, Iris diz que o conhecimento se constrói no tempo da busca e da elaboração. "Se a IA substitui o pensamento, há perda de experiência. Se ela dispara novas perguntas, há ganho", afirma.

"O cérebro humano é atraído pela gratificação imediata, mas a aprendizagem significativa exige esforço e erro. Receber respostas prontas pode prejudicar a memória de longo prazo", reitera.

Para Iris, as instituições de ensino devem focar em ensinar os alunos a questionar. "Deixa de ser o detentor da informação para se tornar curador, mediador e provocador intelectual".

Pensamento crítico, análise de fontes, ética digital e cruzamento de dados. As novas gerações, habituadas à resposta instantânea, têm maior dificuldade em lidar com o não sei ainda

A profissional conclui que "o tempo de espera é fundamental para o amadurecimento intelectual e que embora sejam mais ágeis e colaborativos, os jovens precisam de auxílio para equilibrar essa rapidez com a profundidade emocional".

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Tags:

Automação e Criatividade Inteligência Artificial pesquisa AtlasIntel Uso de IA na Bahia

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