O FIM DA RESISTÊNCIA DE MERCADO?
"Acabaram desmascarados", diz Alexandre Baldy sobre os críticos da BYD
Vice-presidente da BYD disse que os resultados comerciais desmentem os prognósticos negativos


Em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE durante o lançamento do BYD Song Pro Flex, em Sertãozinho, São Paulo, nesta terça-feira, 04, Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, abordou a transição tecnológica e a reação do mercado diante da expansão de veículos eletrificados.

O fim da resistência de mercado
Nos primeiros meses de operação da marca no país, diversos analistas e críticos questionaram a viabilidade de veículos elétricos no território nacional. Os argumentos centravam-se na infraestrutura de recarga, na autonomia das baterias e na suposta rejeição do consumidor local a novas matrizes de propulsão.
Questionado pela reportagem, Baldy disse que "os resultados comerciais desmentem os prognósticos negativos". O VP da BYD rassaltou que a fabricante chinesa registrou mais de 15 mil unidades de veículos 100% elétricos comercializadas no país.
Ainda segundo Baldy, pelo quarto mês consecutivo, a empresa lidera o varejo automotivo nacional, enquanto a linha Dolphin ocupa a posição de veículo mais vendido do país por cinco meses consecutivos.
O executivo reforçou que "aqueles que muito desacreditaram a tecnologia do carro 100% elétrico por medo de não conseguirem concorrer com o produto da BYD hoje estão desmascarados, porque o carro 100% elétrico caiu no gosto do brasileiro, no bolso do brasileiro e, é claro, no que há de mais moderno para a realidade do brasileiro", rebate o porta-voz da gigante chinesa.
Dados comerciais e impacto governamental
O avanço nas vendas relaciona-se diretamente com a adesão do consumidor e com o programa federal de incentivo à mobilidade sustentável. A expansão da rede de concessionárias e a introdução de novos modelos reduziram barreiras de entrada para compradores de veículos eletrificados.
Conforme Baldy, a estratégia da companhia inclui a nacionalização da produção. O modelo Song Pro Flex, fabricado em Camaçari, Bahia, recebeu investimentos de R$ 150 milhões para integrar a tecnologia híbrida plug-in ao uso de etanol, combinando a geração de energia elétrica com o biocombustível de origem nacional.
Viabilidade técnica e custos de operação
O exevutivo também ressaltou que a introdução de veículos híbridos flexíveis respondeu às principais dúvidas técnicas levantadas pelo setor. "Testes práticos realizados pelas equipes de engenharia demonstraram autonomia superior a 100 quilômetros no modo exclusivamente elétrico", pontuou.


