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Brasil tem maior volume de financiamento de veículos desde 2008
Levantamento aponta aumento em todas as modalidades de crédito automotivo

O início de 2026 trouxe um fôlego significativo para o setor automotivo no Brasil, impulsionado principalmente pelo avanço no número de veículos adquiridos por meio de financiamento. Entre janeiro e março, foram registradas 1,89 milhão de operações desse tipo no país, considerando automóveis, comerciais leves, veículos pesados e motocicletas, tanto novos quanto usados. Os dados fazem parte de um levantamento da B3.
O desempenho representa uma alta de 12,8% em comparação com o mesmo período do ano passado e coloca o trimestre como o melhor resultado desde 2008. Naquele ano, o volume foi ligeiramente superior, com 2,037 milhões de financiamentos no mesmo intervalo, o que torna o desempenho atual o segundo maior da série histórica em quase duas décadas.
O crescimento não ficou restrito ao total geral. Todos os segmentos do mercado apresentaram avanço. Os veículos leves lideraram em volume, com 1,31 milhão de unidades financiadas, aumento de 12,4%. Já o segmento de pesados registrou 69,3 mil operações, com expansão mais moderada, de 3,9%. As motocicletas, por sua vez, tiveram o maior salto proporcional, alcançando 510,6 mil financiamentos, alta de 18,1%.
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Na divisão entre novos e usados, os modelos seminovos e usados continuam dominando as escolhas dos consumidores. Foram 1,21 milhão de unidades financiadas nessa categoria, crescimento de 12,2% na comparação anual. Os veículos novos também avançaram, somando 675 mil operações, com alta de 14,1%.
Regionalmente, todas as partes do país acompanharam o movimento de expansão. O Nordeste apresentou o maior crescimento percentual, com alta de 16,6%, seguido pelo Centro-Oeste (15,3%). Sul (11,8%), Sudeste (11,7%) e Norte (9,4%) também registraram resultados positivos no período.
Além disso, diferentes modalidades de crédito contribuíram para o resultado, incluindo consórcios, leasing e outras formas de financiamento. Mesmo com a taxa básica de juros elevada durante boa parte do trimestre — a Selic ficou em 15% e teve leve redução para 14,75% em março, o cenário não impediu o avanço das operações e pode ter influenciado positivamente o desempenho do setor.
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