FABRICAÇÃO CLANDESTINA
Etanol mudará de cor e terá sabor amargo; saiba o motivo
Medida da ANP visa barrar fraudes, exigindo testes mecânicos e novos prazos para as usinas


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estuda modificar as características do etanol hidratado comercializado nos postos brasileiros a partir de 2027. O projeto visa alterar a composição do combustível com a adição de corante verde e agente amargante.
A medida busca combater o desvio de combustível destinado ao setor automotivo para a fabricação clandestina de bebidas alcoólicas. O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a mudança após análises sobre fraudes e adulterações.
Detalhes das modificações no combustível
Coloração: Usinas produtoras devem aplicar pigmento verde no etanol para facilitar a identificação visual do produto em investigações de fraudes.
Sabor: A ANP estuda a inclusão de benzoato de denatônio, substância que gera sabor amargo e impede a ingestão humana, já utilizada em produtos de limpeza.
Prazos e análises técnicas
A diretoria da ANP aprovou o relatório sobre o tema. A implementação possui previsão para o decorrer de 2027, de forma provisória ou definitiva.
A aplicação do aditivo amargo depende de testes mecânicos para certificar que a substância não prejudica os componentes dos veículos. O cronograma exige revisão da resolução ANP nº 907/2022, análises de impacto, consultas públicas e prazos de transição para distribuidores e produtores.


