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POLÊMICA

Futuro? Volkswagen cobra para desbloquear potência em carros elétricos

Pagamentos podem ser realizados de três formas

Leilane Teixeira
Por
A empresa oferece ainda um mês gratuito para que os motoristas experimentem a diferença de desempenho antes de decidir
A empresa oferece ainda um mês gratuito para que os motoristas experimentem a diferença de desempenho antes de decidir - Foto: Divulgação Wolkswagen

A Volkswagen passou começou a cobrar assinatura para desbloquear a potência máxima dos modelos elétricos ID.3 Pro e Pro S no Reino Unido. Os veículos entregam 201 cavalos de potência de fábrica, mas, para acessar os 228 cv completos, o proprietário precisa adquirir uma “atualização opcional de desempenho”.

Essa liberação pode ser feita por meio de três opções de pagamento, que, inclusive, já gerou controvérsias no setor automotivo. São elas:

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  • mensal;
  • anual;
  • ou parcela única

Quanto custa o upgrade de desempenho?

De acordo com o site britânico da montadora, o desbloqueio do desempenho completo pelos seguintes valores:

  • Mensal: £16,50 (aproximadamente R$ 121)
  • Anual custa £165 (cerca de R$ 1.200)
  • Compra vitalícia sai por £649 (cerca de R$ 4.700)

É importante destacar que a opção vitalícia vale para o veículo, e não para o proprietário. Isso significa que, caso o carro seja vendido, o novo dono continuará com o recurso ativo. No entanto, o antigo proprietário terá que pagar novamente se adquirir outro modelo com a função bloqueada.

A empresa oferece ainda um mês gratuito para que os motoristas experimentem a diferença de desempenho antes de decidir.

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Prática já é comum

Um representante da montadora declarou à BBC que a prática não é exatamente nova na indústria automotiva. Ele lembrou que, historicamente, carros a combustão com motores semelhantes eram vendidos em versões com diferentes níveis de potência.

Para a fabricante, o sistema de assinatura oferece mais flexibilidade ao consumidor, permitindo uma condução mais esportiva sempre que desejado, sem que isso implique em um custo inicial maior na compra do veículo.

Polêmicas e reações negativas

Apesar da justificativa, o modelo tem sido criticado por cobrar por funções que já vêm instaladas nos veículos. Não é a primeira vez que essa abordagem é adotada por montadoras europeias.

  • A BMW implementou uma estratégia semelhante em 2022, oferecendo aquecimento de bancos por US$ 18 mensais (R$ 97), faróis automáticos por US$ 12 (R$ 65) e aquecimento do volante por mais US$ 12 (R$ 65). Como todos os equipamentos já estavam fisicamente presentes nos carros, bastava realizar o pagamento para ativá-los. Após ampla repercussão negativa, a empresa abandonou esse modelo no ano seguinte.
  • A Mercedes-Benz também seguiu essa tendência. No mesmo ano, lançou nos Estados Unidos uma assinatura digital que permitia a aceleração mais rápida de seus modelos elétricos.

Resistência dos consumidores

Pesquisas recentes indicam que o interesse dos consumidores por esse tipo de serviço está em queda. Segundo um levantamento da S&P Global, a porcentagem de motoristas dispostos a pagar por recursos conectados caiu de 86% em 2024 para 68% em 2025. Entre as principais reclamações estão os altos custos e o descontentamento com a prática de dividir funcionalidades básicas em pacotes pagos.

Ainda assim, o modelo de assinatura continua se expandindo em outras áreas da economia. Um estudo da Juniper Research prevê que o mercado global de assinaturas deve alcançar cerca de US$ 1 trilhão (R$ 5,4 trilhões) até 2028.

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assinatura Bmw carros elétricos cobrança consumidores ID.3 mercado automotivo Mercedes polêmica Potência Reino Unido upgrade de desempenho Volkswagen

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