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Motoristas precisam pagar para calibrar pneus em posto; veja preços
Posto de combustíveis passou a cobrar R$ 1 pela calibragem de pneus


Um posto de combustíveis passou a cobrar pelo uso do calibrador de pneus de motoristas que não abastecem no estabelecimento. A medida chamou atenção por envolver um serviço que, tradicionalmente, é oferecido gratuitamente na maioria dos postos.
A cobrança foi adotada pelo Posto Stillo, localizado no bairro Cidade Continental, na Serra, no Espírito Santo. No local, apenas os clientes que abastecem continuam utilizando o equipamento sem custo.
Como funciona a cobrança
Quem não abastece no posto precisa pagar R$ 1, via Pix, para utilizar o calibrador. O pagamento é realizado por meio de um QR Code instalado ao lado do equipamento.
Após a confirmação da transação, o motorista tem três minutos para verificar e ajustar a pressão dos pneus. Segundo o estabelecimento, esse tempo é suficiente para calibrar os quatro pneus de um carro de passeio.
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Posto diz que cobrança evita prejuízos
Segundo o sócio do Posto Stillo, Dannunzio Chiappetta, a decisão foi tomada após os altos custos de manutenção do equipamento e o uso frequente por pessoas que não são clientes do estabelecimento.
Em entrevista à coluna de Leonel Ximenes, publicada pelo jornal A Gazeta, o empresário afirmou que o compressor quebrou recentemente e o conserto custou cerca de R$ 3,5 mil. A compra de um equipamento novo, segundo ele, pode ultrapassar R$ 8 mil.
Chiappetta também relatou situações que contribuíram para o desgaste do calibrador. Em um dos episódios, um vendedor ambulante utilizou o equipamento para encher mais de 50 bolas. Em outro, um motorista tentou calibrar o pneu de um trator, mesmo sem o aparelho ser adequado para esse tipo de veículo.
Ainda de acordo com o empresário, muitos condutores abastecem em postos concorrentes, que oferecem combustíveis mais baratos, mas procuram o Stillo apenas para utilizar gratuitamente o calibrador.
Cobrança é permitida?
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Espírito Santo (Sindipostos), os postos de combustíveis não são obrigados a oferecer o serviço de calibragem gratuitamente.
A entidade informou que alguns estabelecimentos da Grande Vitória e do interior do estado já adotam a cobrança e que cada empresa pode definir sua política comercial.
O sindicato também destacou que o serviço gera despesas com energia elétrica, manutenção do equipamento e inspeções realizadas por órgãos fiscalizadores.
Gasolina tem queda no país, mas cenário na Bahia segue pressionado
Enquanto alguns postos adotam novas estratégias para reduzir custos, o preço da gasolina apresentou queda nesta semana, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O valor médio do litro da gasolina no país caiu 0,45%, passando para R$ 6,55. O gás de cozinha (GLP) também ficou mais barato, com recuo de 0,12%, e passou a custar, em média, R$ 114,34 por botijão.
Na contramão, o diesel S-10 voltou a subir, com alta de 0,14%. O movimento ocorre em meio à pressão do mercado internacional e após a Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, reajustar em mais de 8% o preço do combustível vendido às distribuidoras nesta semana.
Apesar da alta recente do diesel, o acumulado de julho ainda registra queda nos combustíveis. Segundo a ANP, a gasolina acumula redução de 0,90% no mês, o gás de cozinha caiu 0,27% e o diesel registra baixa de 0,99% no período.


