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Seminovos entram no segundo semestre em alta
Crédito, feirões e o pagamento do 13º salário devem ampliar a procura por veículos usados


O mercado baiano de seminovos e usados entra no segundo semestre em alta e aposta no maior aquecimento entre outubro e dezembro, quando o 13º salário, as promoções de fim de ano e a decisão de muitas famílias de trocar de carro costumam ampliar a procura. O avanço, porém, dependerá principalmente do custo do financiamento e da aprovação do crédito, além das oscilações que o período eleitoral pode provocar no consumo.
No acumulado de janeiro a junho, a Bahia registrou 284.248 transferências de veículos, crescimento de 3,7% sobre igual período de 2025. O resultado colocou o estado na segunda posição do Nordeste, praticamente empatado com Pernambuco, que somou 284.690 negócios. Considerando apenas automóveis e comerciais leves, foram 192.158 unidades comercializadas no mercado baiano, alta de cerca de 3,1%.
O recorte por tempo de uso mostra que os veículos com 13 anos ou mais ainda concentraram o maior volume, com 93.484 transações. Em seguida vieram os usados jovens, de quatro a oito anos, com 70.052 unidades; os seminovos, de até três anos, com 69.283; e os usados maduros, de nove a 12 anos, com 51.429. Os seminovos tiveram o maior crescimento do semestre, de 11,7%, enquanto os maduros recuaram 12,5%.
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Entre todos os automóveis usados negociados em junho na Bahia, o Volkswagen Gol liderou, com 1.705 unidades, seguido por Fiat Palio, Chevrolet Onix e Hyundai HB20. Nos comerciais leves, a Fiat Strada ficou na frente, com 1.806 transferências. Já no grupo dos carros mais novos, de até três anos, o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos da Bahia (Assoveba), Ari Pinheiro Júnior, aponta o HB20 como o mais procurado, nas versões hatch e sedã, manuais ou automáticas. Entre os SUVs, o Nissan Kicks se destaca.
“Os fatores que mais influenciam para vender mais são a redução dos juros e a aprovação do crédito. Isso motiva muito o mercado”, afirma Ari. Segundo ele, a chegada de novas marcas chinesas aumentou a pressão competitiva sobre montadoras tradicionais e lojas multimarcas, favorecendo ofertas mais agressivas. A acomodação gradual dos preços de referência também ajuda a movimentar as negociações.
Duelo dos Seminovos
Os feirões estão entre as estratégias para manter o fluxo de compradores. Ari avalia que as edições do Duelo dos Seminovos realizadas no primeiro semestre tiveram forte aceitação e sustentaram o volume de vendas. A próxima ocorrerá de 14 a 16 de agosto, no Assaí da Avenida Paralela, com mais de 1.500 veículos. Outra edição está prevista para setembro, ainda sem local confirmado, e a última do ano será em dezembro, no Shopping da Bahia.
Mercado nacional
No país, julho reforçou o otimismo. A Fenauto contabilizou 1.754.785 transferências, alta de 10,7% sobre junho e de 2,6% ante julho de 2025. De janeiro a julho, foram 10.832.969 veículos, crescimento de 7,7%. O presidente da Fenauto, Everton Fernandes, mantém uma perspectiva otimista para o segundo semestre. “Estimamos que chegaremos ao final de 2026 perto dos 20 milhões de veículos comercializados”, projeta.
O Gol liderou entre os automóveis, e a Strada entre os comerciais leves. A entidade projeta fechar 2026 perto de 20 milhões de unidades, mesmo reconhecendo que as eleições de outubro podem provocar oscilações. Na Bahia, a Assoveba ainda não apresenta uma projeção fechada, mas espera superar 2025 com apoio do crédito, dos feirões e da demanda mais forte do último trimestre.


