Busca interna do iBahia
HOME > AUTOS

AUTOS

Volkswagen avalia fechar fábricas e demitir até 100 mil funcionários

CEO do grupo tenta recompor a competitividade da montadora

Gustavo Zambianco
Por
Fábrica da Volkswagen
Fábrica da Volkswagen - Foto: YANN SCHREIBER | AFP

A Volkswagen estuda ampliar de forma severa o seu plano de reestruturação global, avaliando a eliminação de até 100 mil postos de trabalho e o fechamento de plantas industriais na Alemanha. As medidas integram a estratégia do CEO do grupo, Oliver Blume, para tentar recompor a competitividade da maior montadora da Europa frente à crise do setor automotivo no continente.

De acordo com informações da revista alemã Manager Magazin, a nova proposta prevê dobrar a meta inicial de corte de pessoal. Atualmente, o conglomerado — que controla as marcas Volkswagen, Audi e Porsche — possui uma força de trabalho global de aproximadamente 657 mil colaboradores.

Tudo sobre Autos em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Metas financeiras e unidades afetadas

O plano de contingência será submetido à aprovação do conselho de supervisão no próximo mês. O objetivo central é obter uma redução de custos operacionais na ordem de 11 bilhões de euros até o fim desta década.

As medidas estruturais em análise incluem:

  • Fechamento de Plantas: Desativação de quatro fábricas em solo alemão: as unidades da Audi em Neckarsulm e as plantas da Volkswagen localizadas em Hanover, Zwickau e Emden;
  • Cisão de Divisões: Separação jurídica e operacional da divisão de componentes e da própria marca principal Volkswagen, visando isolar ativos e elevar as margens de lucro;
  • Ajuste de Produção: Consolidação da capacidade produtiva anual, que já foi reduzida de 12 milhões para 9 milhões de veículos nos últimos anos.

Capacidade anual de produção

  • Antes da crise: 12 milhões de veículos;
  • Patamar atual: 9 milhões de veículos.

Leia Também:

AUTOS

Mitsubishi anuncia lançamento de Eclipse Cross 2027 com redução de R$ 17 mil
Mitsubishi anuncia lançamento de Eclipse Cross 2027 com redução de R$ 17 mil imagem

AUTOS

Volkswagen pode fechar fábricas e demitir até 100 mil funcionários
Volkswagen pode fechar fábricas e demitir até 100 mil funcionários imagem

SUPERESPORTIVO

Porsche Cayenne Electric: o SUV de luxo de 1.156 cv chega a Salvador
Porsche Cayenne Electric: o SUV de luxo de 1.156 cv chega a Salvador imagem

Pressão de mercado e concorrência internacional

A perda de eficiência da indústria automotiva europeia decorre de fatores macroeconômicos e geopolíticos. A Volkswagen enfrenta restrições de mercado devido às tarifas alfandegárias norte-americanas, à retração na demanda de consumo na China — que historicamente sustentava os lucros do grupo — e ao avanço agressivo de montadoras chinesas, como a BYD, e do grupo Stellantis na Europa.

A crise de rentabilidade não é exclusiva da Volkswagen e afeta todo o ecossistema industrial alemão:

  • Volkswagen: margens de lucro pressionadas e necessidade de corte de 11 bilhões de euros. Vendeu 51% da divisão de motores marítimos Everllence para reforçar o caixa.
  • Mercedes-Benz: sinalizou o aprofundamento de seu programa de corte de gastos fixos e readequação de plantas;
  • BMW: emitiu um alerta ao mercado de capitais (profit warning) revisando suas projeções de lucro para baixo, o que gerou queda nas ações.

Resistência sindical e governamental

A execução dos cortes deve deflagrar um severo embate político interno. A governança corporativa da Volkswagen confere assentos paritários no conselho de supervisão aos representantes dos trabalhadores.

Além disso, o estado da Baixa Saxônia atua como um dos principais acionistas da companhia e mantém histórico de alinhamento com as pautas trabalhistas.

"Essas propostas geram insegurança entre nossos funcionários e nas regiões onde atuamos. Se avançarem, vamos combatê-las com toda a nossa força", manifestaram, em nota conjunta, o conselho de trabalhadores da empresa e o sindicato IG Metall.

Antes da formulação do novo teto de 100 mil demissões, a montadora já operava um programa de demissões voluntárias e aposentadorias antecipadas aceito por 28 mil funcionários, cujo escopo inicial previa o desligamento de 50 mil operários até 2030.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Tags

emprego volkswagem

Relacionadas

Mais lidas