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22/05/2024 às 14:22 - há XX semanas | Autor: Bruno Dias e Leo Moreira

Averaldinho, Colorido e Medina; veja quem são os braços do PCC na BA

Mesmo dentro do presídio, lideranças continuavam atuando no comando de tráfico

'Colorido' (esq.) e 'Averaldinho' (Dir.) e Medina comandava ações de dentro do presídio
'Colorido' (esq.) e 'Averaldinho' (Dir.) e Medina comandava ações de dentro do presídio -

Averaldo Ferreira da Silva Filho, conhecido como Averaldinho, Antonio Dias de Jesus, vulgo Colorido, e uma terceira pessoa, chamada pelo nome de Medina, foram os alvos principais da Operação Hégira, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 20, em Salvador. A informação foi obtida pela reportagem do Grupo A TARDE.

Leia mais:

>> Líder do PCC morre durante confronto com a polícia na Barra

>> Mandantes de dezenas homicídios em Salvador são alvos de operação

Os três são apontados como principais lideranças da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), na Bahia e, mesmo de dentro do sistema prisional, foram responsáveis por ao menos oito homicídios na capital baiana. Entre eles, do homem encontrado morto num isopor, no bairro da Barra, em Salvador, em julho do ano passado.

"Hoje nós tivemos, além dos mandatos que foram cumpridos aqui na região de Salvador, nós tivemos dentro do sistema prisional sete mandatos. Desses sete, nós temos três pessoas que são lideranças, inclusive, com vínculo com o PCC. A gente sabe que de dentro do presídio saíam ordens para alguns bondes, homicídios, inclusive a traficância", detalhou a diretora do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Marcia Pereira.

Além das lideranças, outros integrantes da facção foram identificados como executores das ordens do trio. Entre eles, Augusto César dos Santos Barbosa, conhecido como ‘China’, uma espécie de líder do comando nas ruas. Ele foi localizado em um imóvel na Barra e morreu após confrontar os agentes, na manhã de hoje. ‘China’ respondia a quatro homicídios, sendo três como mandante e um como executor. Ele também é tutor do pitbull que atacou dois cães na Barra e usava o animal para amedrontar moradores e comerciantes do bairro.

Outros quatro suspeitos foram identificados no curso das investigações como 'soldados' da organização criminosa. De vulgo Larajinha, ele é investigado por ao menos duas mortes, assim como Lagrima. Outros dois suspeitos, também identificados pelos seus 'vulgos' Pirulito e Malhado, também tiveram mandados cumpridos durante a ação desta quarta.

Comunicação

Durante as investigações, que duraram cerca de 22 meses, a polícia conseguiu desvendar a forma de comunicação entre os internos e as pessoas que cumpriam as ordens do 'chefões'.

"Verificamos que mesmo dentro do sistema prisional eles, usando de pessoas que estavam ou com a torna azeleira, ou estavam em liberdade, continuavam a praticar os crimes pelos quais eles foram presos. Desenvolveu-se a operação, conseguiu-se identificar quase toda a rede de operadores deles fora da unidade prisional. A partir daí foram solicitados os mandados e a gente fez os cumprimentos hoje", explicou o delegado Alexandre Galvão - Draco.

Dos 13 criminosos localizados em diferentes bairros de Salvador, cinco eram monitorados por tornozeleira eletrônica. "Essas pessoas que estavam com a tornozeleira, elas estavam com a tornozeleira por haverem sido presas anteriormente por tráfico de drogas. Mesmo presas, elas foram postas em liberdade com o uso de tornozeleira e continuaram praticando o tráfico de drogas para essas pessoas que estavam dentro do sistema prisional. Obviamente tivemos alguns eventos em que as pessoas postas em liberdade com os de tornozeleira romperam a tornozeleira e encontram-se hoje foragidas", continuou.

Segundo o delegado, o grupo agia fortemente no circuito Ondina, Barra, Calabar, Ladeira da Barra e Campo Grande, com desdobramentos, inclusive no 2 de Julho.

Além do tráfico de drogas, furtos e roubos, os 'soldados' ainda executavam rivais a mando da liderança. "Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, de que aquelas pessoas que estavam dentro do sistema prisional determinavam e comandavam, não apenas o tráfico de entorpecentes, mas também a execução de rivais. Durante 22 meses de uma investigação, baseada em inteligência, em coleta de dados, conseguimos obter essas informações", completou a autoridade policial.

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