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VARÍOLA DOS MACACOS

Dois novos casos de Monkeypox são registrados na Bahia nesta sexta

Estado totaliza 57 casos da doença, sendo que 42 se concentram em Salvador

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Os registros são de dois residentes do município de Salvador.
Os registros são de dois residentes do município de Salvador. - Foto: Ernesto Benavides | AFP

Mais dois casos de Monkeypox foram confirmados na Bahia, nesta sexta-feira, 02. Os registros são de dois residentes do município de Salvador.

Com estes novos casos, a Bahia totaliza 57 casos da doença, sendo 42 em Salvador; 2 em Lauro de Freitas; 2 em Santo Antônio de Jesus; 1 em Cairu; 1 em Conceição do Jacuípe; 1 em Feira de Santana; 1 em Ilhéus; 1 em Itabela; 1 em Juazeiro; 1 em Maracás; 1 em Mutuípe; 1 Teixeira de Freitas; 1 em Xique-Xique; e 1 em Pé de Serra.

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Além dos confirmados, a Bahia tem notificados 147 casos suspeitos que aguardam diagnóstico laboratorial. O boletim completo com os municípios em que os casos foram notificados está disponível no site.

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Sintomas

Como a maior parte das infecções virais, o primeiro sintoma da varíola dos macacos é febre. Em seguida é comum apresentar desconforto corporal, fadiga, dores musculares e dor de garganta, além das já citadas inflamações nos linfonodos do pescoço. Dias após os primeiros sintomas, a doença causa as inconfundíveis pústulas cutâneas (bolinhas na pele), que podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas mais costumeiramente no pescoço, membros inferiores e superiores.

"A doença tem vários sintomas que podem se confundir com outras enfermidades, como a própria Covid-19. A característica principal é a erupção de bolhas. Não há um público específico para a doença, já que o contágio acontece de várias formas. A orientação é que as pessoas em contato com pessoas contaminadas usem máscaras e luvas", pontuou o secretário da Saúde de Salvador, Decio Martins.

Além disso, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, no período em que o paciente está assintomático, ele não transmite a doença. A transmissão acontece enquanto houver lesão na pele. Só para de transmitir quando a pele está cicatrizada e recuperada das erupções.

Onde procurar ajuda

Nesta semana, Salvador colocou em prática um protocolo específico de saúde voltado para a varíola dos macacos. A principal estratégia está na definição de 28 unidades básicas de referência para atendimento e coleta laboratorial e 16 unidades de urgência e emergências. Veja lista das unidades clicando aqui.

A recomendação da SMS é que as pessoas procurem os pontos de atendimento e coleta após os surgimentos das bolhas, características da doença, e que podem aparecer em qualquer região do corpo. "Às vezes uma ou duas bolhas já são suficientes para população procurar as unidades de saúde", falou a gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Salvador (CIEVS/Salvador), Cristiane Wanderley.

Com apenas quatro laboratórios em todo o país com tecnologia para detectar o vírus, Salvador precisa enviar os seus testes para a Fiocruz do Rio de Janeiro, o que tem levado em média uma semana para receber os resultados. Com isso, o isolamento deve acontecer já com casos suspeitos, sem esperar a confirmação laboratorial.

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