MODELO INTEGRAL
Escola centraliza ensino e moderniza rede municipal de Alagoinhas
Unidade amplia oferta de vagas nas creches em 78%, extinguindo modelo de salas multisseriadas

Por Rodrigo Tardio

A rede municipal de ensino de Alagoinhas ganha um importante reforço neste ano letivo de 2026. A Escola Municipal de Educação Integral do Campo, localizada na antiga sede da Pastoral do Menor (BR-101), entra em funcionamento com o objetivo de centralizar o atendimento de oito unidades educacionais — sendo seis delas da zona rural — e elevar o padrão de aprendizagem através da jornada ampliada.
A mudança representa um salto quantitativo e qualitativo. Em 2025, as oito unidades que agora migram para a nova sede somavam 377 vagas, quase todas em tempo parcial. Sendo assim, a oferta sobe para 424 vagas, todas em regime de tempo integral.
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O impacto é mais acentuado na educação infantil: a oferta de creches cresceu 78%. No Parque São Bernardo, por exemplo, o número de vagas saltou de nove para 50.
Fim das turmas multisseriadas
Um dos principais ganhos pedagógicos da nova unidade é a extinção do ensino multisseriado, modelo onde alunos de diferentes idades e séries dividem a mesma sala.
"Estamos trabalhando para que cada estudante aprenda no tempo e na idade certa, com suporte personalizado, sobretudo para pessoas com deficiência", afirma a secretária de Educação, Rita Bastos.
Para viabilizar a rotina integral, a estrutura foi modernizada. Os estudantes vão ter acesso a salas de aula amplas, quadras poliesportivas, teatro e refeitório com cinco refeições diárias. O transporte escolartambém foi planejado para garantir a segurança no deslocamento dos alunos da zona rural até o Km 101.
Suporte às famílias
De acordo com Anne Nascimento, diretora de Desenvolvimento e Gestão Escolar da Seduc, o modelo integral vai além do conteúdo acadêmico.
"Ele promove habilidades socioemocionais e reduz custos para as famílias com atividades extracurriculares e reforço", explica.
Embora o deslocamento seja um fator de adaptação para os pais, a comunidade local vê a mudança com otimismo. Ivonete Lima, presidente da Associação de Moradores do Parque São Bernardo, admite o desafio da distância, mas pontua que o ganho educacional compensa.
"Pelo espaço ser maior, não haverá mais o ensino multisseriado, algo que era ruim para o desenvolvimento dos estudantes e sobrecarregava os professores", conclui.
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