Busca interna do iBahia
HOME > BAHIA

CAPELA HISTÓRICA

MPBA pede ação urgente contra desabamento de capela em Itaparica

A capela foi construída originalmente em 1854 e é tombada pelo Iphan desde 1943

Leo Almeida
Por
| Atualizada em
Em dezembro de 2025, a Justiça determinou a interdição da capela
Em dezembro de 2025, a Justiça determinou a interdição da capela - Foto: Divugalção | MPBA

O Ministério Público da Bahia (MPBA) solicitou à Justiça a adoção de medidas imediatas para evitar o desabamento da Capela Nossa Senhora da Piedade, localizada no centro histórico de Itaparica. Segundo a entidade, a medida também visa confirmar a responsabilidade solidária da Arquidiocese de São Salvador e da prefeitura para o custeio das obras.

A capela foi construída originalmente em 1854 e reconstruída em 1923. Ela foi tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico Artístico de Nacional (Iphan) em 1943 e, atualmente, apresenta sinais graves de deterioração.

Tudo sobre Bahia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

NOVIDADE

Projeto de requalificação da Praça do Reggae é aprovado no Iphan
Projeto de requalificação da Praça do Reggae é aprovado no Iphan imagem

ALERTA

MPBA pede suspensão de pagamentos a artistas do São João de Poções
MPBA pede suspensão de pagamentos a artistas do São João de Poções imagem

BAHIA

MPBA cobra atualização da limpeza da Lagoa Timeantube após denúncias
MPBA cobra atualização da limpeza da Lagoa Timeantube após denúncias imagem

O ofício solicitando obras de reparações imediatas foi enviado no dia 4 de maio e divulgado pelo MPBA nesta segunda-feira, 25. O documento foi assinado pelas promotoras de Justiça Márcia Munique de Oliveira e Eduvirges Tavares.

Capela interditada

Em dezembro de 2025, a Justiça concedeu decisão liminar requerida pelo MPBA e determinou a interdição da capela, a realização do escoramento das paredes laterais, vedação provisória da cobertura, limpeza geral do interior e descupinização emergencial da estrutura.

A prefeitura e a Arquidiocese de São Salvador da Bahia deveriam fazer as intervenções, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Contudo, as determinações judiciais não foram integralmente cumpridas.

Em março deste ano, a Justiça reconheceu o cumprimento parcial da liminar e fixou novo prazo para execução das medidas restantes, advertindo sobre possibilidade de majoração das multas e sequestro de verbas públicas para custear diretamente as intervenções.

A prefeitura de Itaparica recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça da Bahia, sustentando que a responsabilidade principal pela conservação do imóvel seria da Arquidiocese e questionando a possibilidade de bloqueio de recursos públicos municipais.

Pedido para revogação

Em recurso, o MPBA pediu a revogação da decisão que suspendeu parte das medidas impostas ao Município e defendeu a manutenção das ordens judiciais emergenciais.

As promotoras de Justiça argumentam que, diante do risco iminente de ruína da capela, o dever de proteção do patrimônio cultural impõe atuação imediata da prefeitura, bem como da Arquidiocese.

O Ministério Público também sustentou que o tombamento da capela produz efeitos jurídicos imediatos e que a demora no cumprimento das determinações judiciais pode resultar na perda irreversível de um patrimônio histórico e cultural da Bahia.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Capela desabamento Iphan itaparica MPBA

Relacionadas

Mais lidas