PONTE SALVADOR-ITAPARICA
Prefeitos veem construção de Ponte Salvador-Itaparica como marco no desenvolvimento
Obra terá investimento de R$ 12 bilhões

A construção da Ponte Salvador-Itaparica já começa a movimentar as expectativas de gestores municipais do Baixo-Sul e do Recôncavo baiano. Considerada um dos maiores empreendimentos de infraestrutura em andamento no país, a obra é vista como um marco capaz de transformar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico de diversas cidades.
Com 12,4 quilômetros sobre a lâmina d’água, a ponte chegará a 16 quilômetros quando forem considerados os acessos. O equipamento será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina e não possui outro empreendimento de dimensões semelhantes no Brasil.
A construção foi iniciada oficialmente em junho deste ano e deve durar cerca de cinco anos. Durante o processo, a expectativa é de geração de aproximadamente 5 mil empregos diretos e outros 15 mil indiretos.
Gestores apostam em novo ciclo de desenvolvimento
Para o prefeito de Itaparica, Zezinho, a chegada da ponte representa um momento histórico para a Bahia e abre novas perspectivas para o município e toda a região.
“Mais que uma grande obra viária, será um vetor de crescimento econômico, geração de empregos, fortalecimento do turismo e ampliação das oportunidades para toda a nossa região. Estamos falando de um investimento que transformará a mobilidade e impulsionará o futuro de milhares de famílias baianas”, afirma.
No canteiro de São Roque, já existem mais de 3 mil toneladas de estruturas treliçadas que serão utilizadas na construção da Plataforma Linear Provisória (PLP). A estrutura funcionará como uma espécie de apoio para a execução da ponte.
Para viabilizar um projeto dessa complexidade, foram contratadas, por meio de licitação, as empresas chinesas CCCC e CRCC, duas das maiores construtoras de pontes do mundo. As companhias integram a Concessionária Dois de Julho e, juntas, participaram da construção de sete das dez maiores pontes do planeta.
O prefeito de Jaguaripe, Fábio Nonato, também destaca o impacto esperado para os municípios do Recôncavo e do Baixo-Sul.
“Quero ratificar a importância crucial desta ponte, que será um vetor de crescimento para o Recôncavo e o Baixo-Sul. Será uma importante zona de escoamento e vai incrementar o turismo regional. Isso sem falar que representará uma ligação estratégica com a capital baiana”, aponta.
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Obra tem investimento de R$ 12 bilhões
O projeto da Ponte Salvador-Itaparica está estimado em R$ 12 bilhões. Desse total,
- R$ 3 bilhões serão destinados pelo Governo do Estado da Bahia;
- R$ 3 bilhões pelo Governo Federal;
- R$ 6 bilhões restantes serão de responsabilidade da iniciativa privada, com recursos próprios e financiamentos de instituições como o BNDES e bancos de desenvolvimento chineses.
Além da construção da ponte, a expectativa dos gestores é de que a nova ligação provoque mudanças na logística e facilite o deslocamento entre a capital e municípios do interior baiano.
Ponte deve reduzir tempo de viagem
A prefeita de Nilo Peçanha, Jacqueline Soares, acredita que a nova ligação vai contribuir para uma transformação na mobilidade regional e abrir espaço para um novo período de crescimento econômico.
“Para o Baixo-Sul e o Recôncavo Baiano, os benefícios serão imensos. Teremos um sistema viário mais eficiente, com redução do tempo de deslocamento, diminuição dos custos logísticos e mais facilidade para o escoamento da produção, fortalecendo a agricultura, a pesca, o comércio e o turismo”, afirma.
A previsão é de que o tempo de deslocamento entre Salvador e municípios do Baixo-Sul seja reduzido em aproximadamente duas horas.
Segundo as estimativas do projeto, cerca de 10 milhões de pessoas, distribuídas em 250 municípios, serão beneficiadas pela obra. A nova ligação também poderá fazer com que caminhões que atualmente utilizam rotas alternativas deixem de percorrer até 200 quilômetros.
Turismo também deve ser beneficiado
Além dos impactos na mobilidade e no transporte de cargas, o turismo aparece entre os setores que podem ganhar força com a chegada da ponte.
Para o secretário de Turismo de Valença, Vidalto Oiticica, o empreendimento terá reflexos que ultrapassam os limites da Bahia.
“Esta obra vai impactar o Brasil num cenário turístico e econômico. O Baixo-Sul e o Sul da Bahia também serão afetados total e positivamente. Valença está sendo estruturada através da administração do prefeito Marcos Medrado em sintonia com o governador Jerônimo Rodrigues, que tem se empenhado para que esta obra seja cada vez mais célere. Em Valença estamos atentos para aproveitar todo o processo de desenvolvimento que a ponte vai nos trazer”, revela.
Municípios já discutem preparação para os impactos
Em Aratuípe, o prefeito Antônio Marcos avalia que a obra terá consequências positivas para quem vive no município e nas cidades do entorno.
“Já é sabido das possibilidades que serão criadas. E é óbvio que esse período de construção precisa ser de intenso debate em todos os mais de 200 municípios que serão impactados. É o momento de a gente fazer essa avaliação e se preparar para esse grande desafio, que certamente trará muito mais benefícios do que qualquer situação adversa. São benefícios que a gente ainda nem tem como dimensionar”, afirma.
Com a construção em andamento, os municípios do Baixo-Sul e do Recôncavo começam a se preparar para as mudanças provocadas pela nova ligação com Salvador. Para os gestores, a Ponte Salvador-Itaparica representa não apenas uma alternativa de deslocamento, mas também uma oportunidade de ampliar investimentos, fortalecer atividades econômicas e impulsionar o turismo regional.



