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CONTRATOS

Prefeitura baiana pode comprometer R$ 38 milhões com terceirizados

Valor corresponde quase a totalidade da receita própria anual do município

Rodrigo Tardio

Por Rodrigo Tardio

11/02/2026 - 16:45 h

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Eduardo Hagge (MDB), prefeito de Itapetinga
Eduardo Hagge (MDB), prefeito de Itapetinga -

A Prefeitura de Itapetinga, centro sul da Bahia, gestão de Eduardo Hagge (MDB), oficializou dois contratos de terceirização que somam R$ 38.701.005,00. A cifra, que se aproxima da marca dos R$ 40 milhões, causou espanto pela magnitude: o montante representa quase a totalidade da Receita Própria anual do município — estimada em R$ 42 milhões pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA).

Os editais, publicados no Diário Oficial com atas de registro de preços, detalham que a maior parcela dos recursos, R$ 29,9 milhões, vai ser destinada à Secretaria de Educação, gerida pelo vice-prefeito Alécio Chaves (PSB). O segundo contrato, de R$ 8,7 milhões, deve atender outras oito pastas, incluindo a Saúde.

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Custo por trabalhador

A beneficiária de ambos os contratos é a empresa RG Soluções Ltda, sediada em Barreiras, oeste da Bahia. O que mais chama a atenção nos termos contratuais é a disparidade entre o salário pago e o custo para o erário. De acordo com o documento, para um funcionário que recebe um salário mínimo (R$ 1.621,00), a Prefeitura vai desembolsar R$ 3.107,63, quase o dobro do valor nominal.

Para críticos da gestão, essa margem evidencia uma lógica de "empreguismo político", onde as vagas seriam utilizadas para acomodar indicados de vereadores da base aliada.

Contraste

O investimento milionário em pessoal terceirizado ocorre em um momento de fragilidade nos serviços essenciais. O Centro de Marcação de Exames (CDM) enfrenta paralisia desde o ano passado, fruto de atrasos em repasses a clínicas e laboratórios. Além disso, profissionais da rede pública têm relatado falta de pontualidade no pagamento de vencimentos.

O cenário contradiz a narrativa adotada pelo prefeito Eduardo Hagge. Desde o início do mandato, Hagge justificava medidas de contenção alegando ter herdado uma prefeitura "sucateada" do antecessor e sobrinho, Rodrigo Hagge.

Para a oposição, o volume de recursos mobilizado agora esvazia o argumento da herança maldita e revela uma prioridade política em detrimento da eficiência administrativa.

Procurado pelo Portal A TARDE, o prefeito Eduardo Hagge (MDB) esclareceu que se trata apenas de um valor previsto, e que a gestão vai usar o que for preciso.

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Tags:

contratos públicos Educação Gestão Pública itapetinga política local terceirização

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