EXCLUSIVO
Presidente da ANPC se defende de acusação de suborno e fala em 'motivação humanitária'
Vanuza contesta denúncias e justifica sua atuação como defesa técnica da cacauicultura baiana
A presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, falou com exclusividade ao portal A TARDE sobre as denúncias de suposta coação e suborno a uma servidora do Instituto Biofábrica da Bahia, na região de Ilhéus. A dirigente classificou as alegações como uma estratégia sensacionalista para manchar sua imagem profissional.
A versão da presidente
Vanuza Barroso disse que dirigiu-se às instalações da Biofábrica, em Uruçuca, após receber denúncias sobre a comercialização de mudas de cacau supostamente infectadas pelo "vírus do mosaico".
A dirigente alega que sua ida ao local teve como objetivo técnico a averiguação da veracidade dessas informações, defendendo que sua atuação é condizente com o papel que exerce na representação dos interesses dos produtores de cacau do país.
Na visão da presidente, essa fiscalização é fundamental para proteger a cacauicultura nacional contra ameaças fitossanitárias que podem comprometer a produção.
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Para Vanuza, cumprir a missão institucional de zelar pela qualidade do setor exige que ela intervenha diretamente ao ser notificada sobre irregularidades que coloquem em risco o patrimônio biológico e a segurança econômica dos associados que ela representa.
Questionada sobre o áudio em que oferece R$ 5 mil e realocação profissional a uma funcionária do instituto, Vanuza Barroso afirmou que sua motivação foi estritamente humanitária.
Segundo a presidente, sua única preocupação era amparar uma jovem de 24 anos que, segundo ela, estaria prestes a perder o emprego por revelar a suposta existência do “vírus do mosaico” nas mudas da Biofábrica.
"Não dormiria tranquila sabendo que a funcionária perderia o emprego", declarou a dirigente durante a entrevista. Para ela, a oferta financeira não configura um ato ilícito, mas um gesto de suporte a alguém que ela considera um elo frágil dentro da instituição.
Cronologia contestada
Outro ponto central na defesa da presidente da ANPC é a tentativa de desqualificar a denúncia de suborno através da cronologia dos fatos. Vanuza alega que não haveria como subornar a servidora no dia 8 de maio, pois sua representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) sobre a virose no cacau já havia sido protocolada no dia 5 de maio.
Vanuza Barroso reitera que suas ações foram técnicas e necessárias para proteger os interesses dos produtores de cacau.
A equipe de reportagem entrou em contato com a Biofábrica, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve retorno. Seguimos acompanhando o caso.