EDUCAÇÃO
Professores de Camaçari turbinam salário com novas gratificações
Gestão camaçariense ainda vive a expectativa pelo pagamento dos reajustes salarial e retroativos

A Prefeitura de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), fez, nesta sexta-feira, 10, o pagamento das horas extras e a gratificação aos professores da rede pública municipal. A medida atende a uma decisão da categoria que, em assembleia, deliberou para que a remuneração fosse paga justamente até o dia de hoje.
Os reajustes variam de 5,4% a 10,36%, conforme a letra e o nível de cada profissional. Os percentuais foram pensados par'a o início da recomposição da carreira do magistério, corrigindo quase uma década de desvalorização da categoria e representam a soma da recomposição da tabela do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) e do percentual do piso do magistério.
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"Os professores de Camaçari passaram oito anos do governo passado sem reajuste salarial e houve um congelamento do plano de trabalho deles. Apenas o ex-prefeito sempre calibrava ali para poder dar o piso quando o governo federal anunciava o piso", afirmou Luiz Caetano (PT), prefeito de Camaçari.
"Em nosso governo, nós abrimos uma mesa de negociação com o sindicato e com a categoria para fazer a revisão do plano de cargos de salário e, consequentemente, salvar o plano de cargos de salário do servidor, o PCCV. Isso foi, assim, muito importante, porque mobilizou toda a categoria. Nós, ano passado, demos reajuste do piso linearmente para todo mundo, não foi só complementar. E esse ano nós demos o piso e mais aumentamos mais os índices, chegando a um nível aumentamos os níveis", acrescentou o gestor.
Reajuste "emperrado"
Por outro lado, a prefeitura de Camaçari informou que o pagamento do reajuste salarial e dos valores retroativos não pôde ser efetuado neste momento, porque o Projeto de Lei necessário ainda não foi votado pela Câmara Municipal.
"Sem essa aprovação, a Prefeitura fica legalmente impedida de incluir os novos valores na folha", diz a prefeitura.
Confusão
Uma confusão generalizada tomou conta da Câmara de Vereadores de Camaçari na quinta-feira, 9, durante mobilização de professores da rede municipal de ensino. Os docentes ocuparam o plenário da Casa para cobrar celeridade na apreciação do projeto de lei de reajuste da categoria, que, segundo eles, estava parado na Comissão de Finanças e Orçamento por falta de vontade política de vereadores da oposição.
Em meio ao ato, a presidente do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec), Sara Santiago Carneiro, mostrou o contracheque dela ao vereador da oposição, Jamesson (PL). Em resposta, ele rasgou o documento demonstrativo, gerando revolta por parte da docente.
Ao comentar o assunto, Caetano criticou a postura adotada pelo adversário político. "Quando chegou na comissão da qual o James faz parte, ele botou o pé em cima, dizendo que não tinha jeito [de votar]. Aí o sindicato e a categoria foram pra cima da Câmara", disse Caetano.
"Não é uma atitude normal. É uma atitude ruim. É uma violência não só contra uma dirigente sindical, mas também contra uma mulher. Achei que ele realmente está num certo desespero", completou o prefeito de Camaçari.
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