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REALITY

R$ 500 por semana e muitas regras: os bastidores de contrato polêmico do BBB

Programa teve processo divulgado após processo judicial movido por ex-participante

Agatha Victoria Reis
Por
BBB
BBB - Foto: Reprodução| TV Globo

Em meio a debates sobre as regras do reality, detalhes do contrato do Big Brother Brasil foram divulgados durante um processo judicial movido pelo ex-participante do BBB 26 Pedro Henrique Espíndola contra a TV Globo.

O documento tornou-se público após ser anexado à petição inicial de um processo judicial (0002605-03.2026.8.16.0028) movido em Curitiba, no último dia 17 de março de 2026. O texto revela um conjunto de cláusulas rigorosas que regem desde o comportamento dos participantes até o uso de suas imagens após o programa.

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Bastidores do contrato do BBB?

R$ 500 por semana

  • Ajuda de custo fixa: R$ 10.500, pagos em parcela única em 16 de fevereiro de 2026.
  • Bônus de permanência: R$ 500 por cada semana que o participante sobreviver ao paredão.
  • Taxa de desclassificação prévia: Se o candidato participar da dinâmica de seleção (como um “puxadinho”), mas não entrar na casa, recebe apenas R$ 1.631

Inteligência Artificial

Uma das cláusulas mais inéditas permite que a emissora utilize nome, voz e imagem dos participantes para alimentar sistemas de IA.

O contrato também prevê a criação de conteúdos como animações e “fanfics”, sem que isso gere direito a indenização por possíveis danos.

Gestão comercial

Outro ponto relevante envolve a gestão da carreira dos participantes após o reality. A administração comercial fica sob responsabilidade da VIU Agenciamento Ltda., empresa do grupo Globo.

Nesse modelo, o ex-BBB recebe 60% do valor líquido das campanhas negociadas. Além disso, há controle sobre a presença digital dos participantes, incluindo o gerenciamento de contatos exibidos nas redes sociais.

Ana Paula Renaul, do BBB
Ana Paula Renaul, do BBB - Foto: Reprodução / Globoplay

Regras e proibições

As restrições impostas são rígidas tanto dentro quanto fora da casa. São proibidas agressões físicas, incitação à discriminação, conteúdos pornográficos e práticas violentas.

Após o programa, os participantes não podem conceder entrevistas a veículos concorrentes, divulgar procedimentos estéticos recentes ou firmar contratos publicitários sem autorização prévia. O contrato também estabelece sigilo perpétuo sobre informações relacionadas à emissora.

Multas por quebra de sigilo ou exclusividade podem somar R$ 3,5 milhões entre diferentes instrumentos.

Alberto Cowboy, do BBB
Alberto Cowboy, do BBB - Foto: Reprodução / Globoplay

Nudez e intimidade

O documento formaliza o consentimento para exibição de cenas de nudez e relações íntimas.

Para o participante, o contrato é descrito como “irrevogável e irretratável”. Já a emissora pode rescindi-lo sem custos em até 30 dias após o fim do programa. Em caso de descumprimento das regras, a rescisão pode ocorrer por justa causa.

Premiação em ouro

Outro ponto que chama atenção é a forma de pagamento do prêmio, que pode ser feito em certificados de ouro, por questões fiscais. O valor, no entanto, só é liberado 30 dias após a última participação do vencedor em programas da emissora.

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