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VIOLÊNCIA

Advogado pede execução de bolsonaristas em grupo de WhatsApp; confira

Comentário teria sido feito durante discussão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL)

Gustavo Nascimento

Por Gustavo Nascimento

09/01/2026 - 20:54 h
Lindomar da Silva Rezende, advogado acusado de enviar mensagens ofensivas
Lindomar da Silva Rezende, advogado acusado de enviar mensagens ofensivas -

Um advogado identificado como Lindomar da Silva Rezende enviou mensagens em um grupo de mensagens ligado à Ordem dos Advogados do Brasil Seção Mato Grosso (OAB-MT), na última quarta-feira, 7, em que defende que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenham a "cabeça cortada".

"Torço para que um dia possamos cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública", escreveu ele, que se colocou como voluntário para a execução sugerida.

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Captura de tela das mensagens enviadas no grupo dos advogados
Captura de tela das mensagens enviadas no grupo dos advogados | Foto: Reprodução | Redes sociais

Segundo informações preliminares, o comentário foi feito durante uma discussão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente. Lindomar também disparou ofensas contra um membro do fórum, a quem chamou de "hipócrita".

Após as mensagens, advogados protocolaram representações no Tribunal de Ética e Disciplina da ordem (TED). O grupo exige a suspensão imediata do profissional, sob o argumento de que a incitação à violência é incompatível com o Estatuto da Advocacia e com a defesa da Constituição.

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Além disso, a sugestão de assassinatos pode configurar crime de incitação à prática de delitos. Conselheiros federais reforçam que a liberdade de expressão não protege ameaças de extermínio.

Até o momento, a OAB-MT não emitiu nota oficial sobre o processo.

Retratação

Por sua vez, Lindomar foi procurado pela jornalista Mirelle Pinheiro e confirmou a autoria da mensagem, destacando que a conversa ocorreu em meio a um intenso debate político.

Em nota, ele reconheceu que errou nas declarações: “Reafirmo que fui infeliz em meus comentários e deles me retrato publicamente.”

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Ele ainda disse que as falas foram feitas “em tom de galhofa”, sem intenção de incentivar violência, alegando que outros participantes do grupo também teriam enviado mensagens ofensivas durante a discussão. Segundo ele, o vazamento das mensagens contribuiu para ampliar a repercussão do caso.

Lindomar já ocupou cargo público em Cáceres, onde atuou como coordenador do Procon. Até o momento, segundo informou a OAB Mato Grosso por meio de sua assessoria, não há registro de denúncia formal ou pedido de apuração disciplinar relacionado ao caso.

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Tags:

debate político ética na advocacia incitação à violência liberdade de expressão Lindomar da Silva Rezende OAB-MT

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