VIOLÊNCIA
Advogado pede execução de bolsonaristas em grupo de WhatsApp; confira
Comentário teria sido feito durante discussão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL)

Por Gustavo Nascimento

Um advogado identificado como Lindomar da Silva Rezende enviou mensagens em um grupo de mensagens ligado à Ordem dos Advogados do Brasil Seção Mato Grosso (OAB-MT), na última quarta-feira, 7, em que defende que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenham a "cabeça cortada".
"Torço para que um dia possamos cortar cabeças de bolsonaristas em praça pública", escreveu ele, que se colocou como voluntário para a execução sugerida.

Segundo informações preliminares, o comentário foi feito durante uma discussão sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente. Lindomar também disparou ofensas contra um membro do fórum, a quem chamou de "hipócrita".
Após as mensagens, advogados protocolaram representações no Tribunal de Ética e Disciplina da ordem (TED). O grupo exige a suspensão imediata do profissional, sob o argumento de que a incitação à violência é incompatível com o Estatuto da Advocacia e com a defesa da Constituição.
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Além disso, a sugestão de assassinatos pode configurar crime de incitação à prática de delitos. Conselheiros federais reforçam que a liberdade de expressão não protege ameaças de extermínio.
Até o momento, a OAB-MT não emitiu nota oficial sobre o processo.
Retratação
Por sua vez, Lindomar foi procurado pela jornalista Mirelle Pinheiro e confirmou a autoria da mensagem, destacando que a conversa ocorreu em meio a um intenso debate político.
Em nota, ele reconheceu que errou nas declarações: “Reafirmo que fui infeliz em meus comentários e deles me retrato publicamente.”
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Ele ainda disse que as falas foram feitas “em tom de galhofa”, sem intenção de incentivar violência, alegando que outros participantes do grupo também teriam enviado mensagens ofensivas durante a discussão. Segundo ele, o vazamento das mensagens contribuiu para ampliar a repercussão do caso.
Lindomar já ocupou cargo público em Cáceres, onde atuou como coordenador do Procon. Até o momento, segundo informou a OAB Mato Grosso por meio de sua assessoria, não há registro de denúncia formal ou pedido de apuração disciplinar relacionado ao caso.
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