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Água Crystal: saiba como identificar lote afetado e solicitar reembolso

Medida envolve mais de 374 mil unidades após identificação de bactéria em análise laboratorial

Iarla Queiroz
Por
Medida envolve mais de 374 mil unidades
Medida envolve mais de 374 mil unidades - Foto: Reprodução/Crystal/

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário e a suspensão da comercialização de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após a identificação de uma bactéria durante análises laboratoriais.

A orientação é que os consumidores verifiquem imediatamente se possuem unidades do lote afetado e interrompam o consumo do produto em caso de confirmação.

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A medida envolve a água produzida pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia, Goiás, empresa que integra o Sistema Coca-Cola e é responsável pela marca Crystal.

Saiba identificar o lote afetado

O recolhimento atinge exclusivamente o lote identificado como P 200126.

Os consumidores devem procurar no corpo da embalagem a seguinte marcação:

LZ1 VAL 200127 3 P 200126

A validade do produto alvo da medida é 20 de janeiro de 2027.

Segundo a Anvisa, a identificação do lote e da validade está impressa diretamente na garrafa.

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Mais de 374 mil unidades foram distribuídas

De acordo com informações encaminhadas pela empresa à agência reguladora, o lote possui 374,4 mil garrafas de 500 ml distribuídas em diferentes estados.

A maior parte das unidades foi comercializada no Distrito Federal, que recebeu 230.443 garrafas.

Também foram enviados produtos para municípios de Goiás, Tocantins e São Paulo.

Distribuição por estado

Distrito Federal

230.443 garrafas

Tocantins

1.439 garrafas

  • Arraias
  • Combinado
  • Novo Alegre

Goiás

66.768 garrafas

  • Águas Lindas de Goiás
  • Luziânia
  • Novo Gama
  • Valparaíso de Goiás
  • Cidade Ocidental
  • Santo Antônio do Descoberto
  • Planaltina de Goiás
  • Cristalina
  • Formosa
  • Campos Belos
  • Alexânia
  • Abadiânia
  • Catalão

São Paulo

75.750 garrafas

  • Sorocaba
  • Itapetininga
  • Itu
  • São Roque
  • Tatuí

O que fazer se você comprou a água?

A recomendação da Anvisa é simples:

  • Verifique se a garrafa pertence ao lote P 200126;
  • Suspenda imediatamente o consumo caso a identificação seja confirmada;
  • Entre em contato com a empresa para solicitar substituição ou reembolso.

Os consumidores podem buscar atendimento pelos seguintes canais:

Segundo a empresa, o recolhimento foi iniciado assim que o problema foi identificado e aproximadamente 99,2% das unidades já não estariam mais disponíveis para comercialização.

Entenda o que motivou o recolhimento

A investigação teve início após uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF).

Durante a análise conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), foi detectada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto.

O resultado foi posteriormente confirmado por meio da contraprova prevista pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, originando o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.

Com a confirmação da contaminação, o lote foi interditado e o caso comunicado à Anvisa.

Empresa diz que medida é preventiva

Em nota divulgada pela agência reguladora, a Mineração Bom Jesus informou que realizou uma investigação interna para identificar as possíveis causas da ocorrência e apresentou documentação às autoridades sanitárias.

A empresa também afirmou que participou de reuniões com representantes da Anvisa e vem colaborando durante todo o processo de apuração.

“Desde a notificação, foram realizadas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas com resultados negativos para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação. Considerando o alto giro do produto nos pontos de venda, não há indicação de que esse lote ainda esteja disponível no mercado”, informou a empresa em nota.

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