BRASIL
Anvisa retira famosa marca de sal do mercado; veja qual
Produtos eram vendidos sem regularização sanitária e faziam promessas de benefícios para atletas


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição de uma série de sais comercializados em plataformas de comércio eletrônico. A medida impede a fabricação, importação, distribuição, venda, divulgação e utilização dos produtos.
Entre os itens atingidos pela determinação estão Quanqton Ocean Salts, Sal integral Quanqton, Sal Perfeito, New Quantic, Endurance e Sal Marinho Integral, todos associados a empresas ou fabricantes que não foram identificados.
A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (4 de agosto de 2026).
Produtos eram vendidos pela internet
De acordo com a Anvisa, os sais eram anunciados em diferentes sites e plataformas de comércio eletrônico. As embalagens tinham versões de 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos.
A agência apontou que os produtos não possuíam a regularização sanitária necessária. Além disso, os responsáveis pela fabricação não foram localizados e os estabelecimentos não tinham licença sanitária.
Com isso, a fiscalização classificou a produção como clandestina e determinou a retirada dos itens do mercado.
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Quais produtos foram proibidos?
A determinação da Anvisa inclui os seguintes produtos:
- Quanqton Ocean Salts, também comercializado como Sal integral Quanqton ou “Sal Perfeito”, em todas as versões e lotes;
- New Quantic “Endurance”, identificado como Sal Marinho Integral da marca Stelas Company, nas embalagens de 250g, 1kg e 2kg.
A proibição também alcança a distribuição e a importação dos produtos. A publicidade dos itens em sites, redes sociais e plataformas de vendas também deve ser retirada.
Propagandas prometiam benefícios para atletas
Além da falta de regularização, a Anvisa identificou irregularidades nas propagandas utilizadas para divulgar os sais.
Entre as alegações encontradas estavam promessas de que o produto teria concentração elevada de magnésio e seria destinado a atletas para reposição mineral durante e depois de atividades físicas intensas.
As publicidades também afirmavam que os produtos poderiam evitar cãibras e fadiga muscular, auxiliar na reposição mineral durante treinos e provas, proporcionar “hidratação celular real” e contribuir para uma recuperação mais rápida após esforço intenso.
Segundo a agência, essas são alegações não permitidas para alimentos.
Rótulos também apresentavam irregularidades
A fiscalização encontrou ainda informações consideradas capazes de induzir o consumidor ao erro nas embalagens.
Entre as expressões utilizadas estavam “Sal integral - 100% Natural” e “Sal integral não refinado”, além de referências a concentrações elevadas de magnésio voltadas para atletas de alto rendimento.
A Anvisa apontou que as declarações contrariam as normas estabelecidas pelo Decreto-Lei 986/1969, que regulamenta questões relacionadas aos alimentos no país.
A legislação determina que os rótulos não apresentem informações que possam confundir o consumidor sobre a natureza, composição ou qualidade do produto.
O que fazer se tiver um dos sais em casa?
A orientação é que os consumidores que tenham adquirido qualquer um dos produtos listados não utilizem os itens, mesmo que as embalagens estejam lacradas.
A Anvisa destaca que os produtos foram fabricados em locais que não passaram por inspeção, o que impede a garantia das condições sanitárias e de controle de qualidade durante a produção.
Quem comprou os sais por meio de plataformas de comércio eletrônico também pode solicitar o reembolso diante da proibição determinada pela agência.
A recomendação é ainda denunciar estabelecimentos que continuem oferecendo os produtos para venda à ouvidoria da Anvisa ou às vigilâncias sanitárias locais.


