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Após surto na Índia, vírus Nipah entra no radar do Brasil

Após casos na Índia, infectologista explica por que o vírus Nipah

Iarla Queiroz

Por Iarla Queiroz

30/01/2026 - 17:52 h

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risco de Nipah chegar ao Brasil existe, mas chance de surto é baixa
risco de Nipah chegar ao Brasil existe, mas chance de surto é baixa -

O recente surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, acendeu um novo alerta sanitário internacional. Casos foram confirmados entre profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, e medidas de quarentena passaram a ser adotadas para pessoas que tiveram contato com infectados.

Diante do cenário, países vizinhos reforçaram protocolos de vigilância em aeroportos, o que reacendeu discussões sobre o risco de o vírus chegar a outras partes do mundo, incluindo o Brasil.

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Entrada no país é possível, mas cenário preocupa pouco

Segundo o infectologista Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a possibilidade de o vírus entrar no Brasil existe, principalmente por meio de viagens internacionais. Ainda assim, a chance de disseminação ampla é considerada baixa.

Em entrevista ao Campo Grande News, Croda explicou que o padrão de transmissão do Nipah limita o potencial de surtos. Diferente de doenças como Covid-19, influenza e sarampo, o vírus não é transmitido pelo ar.

Como o vírus é transmitido

O Nipah é transmitido principalmente por secreções e gotículas, o que reduz significativamente o risco de contágio em comparação com vírus respiratórios altamente transmissíveis.

O principal reservatório do vírus são morcegos frugívoros, comuns em regiões da Ásia. A infecção costuma ocorrer por contato direto com esses animais ou pela ingestão de frutas contaminadas por saliva, urina ou fezes. Em países como Índia e Bangladesh, também há registros de contaminação associada ao consumo de seiva de tamareira contaminada.

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Transmissão entre pessoas é rara

Embora exista transmissão de humano para humano, ela acontece com baixa frequência. De acordo com Croda, esses casos costumam se concentrar em ambientes hospitalares, principalmente quando há falhas no uso de equipamentos de proteção individual.

“A transmissão entre pessoas é rara e, quando ocorre, está muito associada à contaminação nosocomial, dentro de hospitais”, explicou o infectologista.

Sintomas e gravidade da doença

O período de incubação do vírus varia entre três e 14 dias após o contato. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, tosse e vômitos.

Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para pneumonia ou atingir o sistema nervoso central, provocando encefalite, uma inflamação no cérebro. A taxa de letalidade do vírus Nipah é alta e varia entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de resposta do sistema de saúde.

Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico, e o cuidado é baseado em suporte clínico.

Vigilância e resposta rápida são essenciais

Para Croda, o principal desafio está na detecção precoce de casos importados. Ele defende a vigilância ativa de viajantes que chegam ao Brasil vindos da Índia, especialmente das regiões afetadas.

Pessoas com febre associada a sintomas respiratórios ou neurológicos devem ser investigadas e testadas por meio de exame PCR. Além disso, o infectologista reforça a importância de manter hospitais de referência preparados para isolamento e atendimento adequado.

“Com diagnóstico rápido, uso correto de equipamentos de proteção e isolamento, o risco de disseminação se torna bastante reduzido”, concluiu.

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